4 – Aplicações exclusivas
Várias funcionalidades referidas no ponto anterior são possíveis apenas devido a interface TouchWiz da Samsung. Nunca gostei muito desta interface mas, no Galaxy S III, está bastante rica e agrada-me significativamente mais que as versões anteriores, embora não a troque pela interface original da Google (que também seria óptimo que tivesse todos estes movimentos dinâmicos).
Não existem muitas aplicações exclusivas Samsung mas, ainda assim, a maior parte das que existem merecem o seu destaque.
- Game Hub – trata-se de um centro de jogos onde é possível instalá-los recorrendo ao Samsung Apps (a Play Store da Samsung). Esta aplicação só tem interesse se o utilizador não puder ou não quiser utilizar uma conta Google.
- Kies Air – permite ligar a outros dispositivos e ao PC sem recurso a qualquer ligação física, utilizando a ligação Wi-Fi.
- Leitor de vídeo – é um simples leitor de vídeo mas este com capacidades mais aprimoradas como o Pop up play que permite visualizar o vídeo num pop-up sobre qualquer ponto do ecrã e localizado onde o utilizador preferir.
- S Memo – é um organizador de notas, memorandos e apontamentos bastante rico. Permite desenhar e escrever.
- S Planner – um excelente calendário/agenda capaz de sincronizar agendas e tarefas de vários locais, incluindo a conta Google, Samsung, Exchange e outros.
- S Suggest – é um género de organizador de aplicações com sugestões da Samsung, desta vez com os conteúdos ligados à Google Play Store.
- S Voice – o já conhecido assistente de voz da Samsung.
Mais uma vez, ficam as capturas de ecrã das aplicações referidas acima.
5 – Câmara
Esta câmara de 8 MP é fabulosa, do melhor que já vi, mesmo considerando as boas câmaras compactas!
Tem uma enorme variedade de modos de disparo: disparo único, disparos contínuos, HDR, detecção de rosto, disparo com sorriso, beleza (evidencia os brilhos), panorama, desenho animado, share shot (partilha instantânea via Wi-Fi Direct) e partilha de foto de amigo (através da detecção de rosto, faz a partilha automática se o sujeito reconhecido for um amigo). Está também à disposição uma lista de efeitos de cor: negativo, preto e branco, sépia, desbotado, vintage frio, vintage quente, criar poster, solarizar, ponto azul, ponto verde e ponto vermelho-amarelo.
Em modo vídeo são permitidos os mesmos efeitos de cor referidos para o modo de foto. O vídeo Full HD tem uma qualidade interessante mas a funcionalidade “anti-vibração” não impressiona, dificultando assim a gravação de bons vídeos. A utilização contínua da câmara faz elevar bastante a temperatura do smartphone.
Capturei várias fotos e vídeos. Poderá descarregá-los na ligação abaixo e ver com todo o pormenor.
Download: Amostras de fotos e vídeos [300 MB]
6 – Autonomia – por Francisco Franco
A autonomia deste terminal é qualquer coisa de espectacular. O tamanho da bateria ajuda bastante – estamos perante uma capacidade de 2100 mAh o que é bastante mais que a maioria dos outros dispositivos.
Para além da capacidade da bateria nota-se um óptimo trabalho por parte da Samsung em optimização neste campo, a bateria dura e dura e dura. O meu record com uso normal foi de 3 dias e 4 horas sem carregar e ainda tinha 39% livres – e eu uso o ecrã com o brilho no máximo e sem nenhum serviço de poupança de energia.
Atenção que as minhas medições estão algo inflacionadas com o uso do meu kernel, mas com tudo em stock qualquer um consegue estar dois dias seguidos sem se preocupar em carregar o seu Galaxy S3 – claro que com um uso moderado – jogar ou estar sempre ligado ao 3G a fazer streaming ou tethering não há milagres.
Este chip Exynos 4412 é fantástico nas suas rotinas de power management, faz a sua gestão dos cores de forma eficiente e é um dos responsáveis pela boa autonomia deste dispositivo – quem estiver interessado em ver as drivers que tomam conta da gestão dos cores pode visitar os meus repositórios no github.
Outro responsável pela boa autonomia foi a decisão da Samsung em adaptar o governor Ondemand (escalonador do CPU) para o Exynos e programar uma espécie de camada que trata da tal gestão dos cores. Isto tem uma grande vantagem – o Kernel passa a depender apenas do escalonador para controlar os cores e não necessitar de uma driver extra nos ficheiros da arquitectura (Galaxy SII e Galaxy Note usam o governor normal + driver extra). Aqui ganha-se muitos micro segundos de performance e muita bateria.
Fiquei muito bem impressionado com a autonomia do Galaxy S3 e para quem dá muita importância a este campo, este dispositivo é claramente um vencedor.
7 – Benchmarks e pormenores técnicos – por Francisco Franco
Estes benchmarks estão ligeiramente inflacionados pelo uso do meu Kernel mas eu corri com as frequências que vêm de fábrica e não utilizei nenhum hack para tentar melhorar os resultados, portanto posso garantir um desvio máximo de 5%-10% daquilo que um Galaxy S3 obtém vindo de fábrica. Claro que é possível melhorar muito mudando alguns valores que programei no Kernel… mas deixemos isso para outro artigo!
É inegável a potência deste dispositivo… Quando usei o HTC One X gostei particularmente da potência dos seus 4-cores, mas esta arquitectura Exynos da Samsung é de outro nível. Para além da potência que se vê pelos benchmarks consegue tornar a experiência de utilização perfeita… tudo flui e, como disse acima, a bateria dura e dura e dura. As imagens falam por si.
Comparativamente com a arquitectura Tegra 3 dos (4 cores + 1 companion core) a grande diferença na minha opinião está na implementação das drivers do Kernel. Enquanto que a implementação da NVIDIA é muito confusa (parece programado em cima do joelho) a da Samsung é muito mais clean, objectiva e muito menos intrusiva durante o uso normal do telemóvel. Para a comunidade de Open Source é muito mais fácil trabalhar com algo bem implementado do que algo mal implementado.
8 – Veredicto
O Samsung Galaxy S III é, sem sombra de dúvidas, o melhor smartphone que poderá adquirir actualmente. O seu tamanho tamanho poderá ser um pouco exagerado, ao início, principalmente para quem vem de smartphones de 3.5″, mas o hábito apodera-se rapidamente das vantagens que um bom e grande ecrã trás.
Disponível por 599€ na TMN e desbloqueado por 749€ (embora esteja à venda em vários locais, desbloqueado, por menos de 580€), de certeza que não ficará desiludido com este fantástico smartphone. Pode encarar também este investimento como sendo a longo prazo pois este modelo high-end está devidamente sustentado para que se mantenha no topo (ou perto) durante muito tempo.
Aspectos positivos
- Melhor desempenho do mercado!!
- Autonomia inédita num topo de gama
- Qualidade da câmara
- Conjunto de funcionalidades “user-friendly”
- Rádio FM (pode não parecer, mas é óptimo tê-lo à disposição)
- Qualidade do ecrã melhorou muito com as últimas actualizações do firmware – mais cor, mais brilho e menos pixéis por detrás dos ícones
- Muito fácil de manusear
- Wolfsom sound chip (irmão do chip de áudio do Galaxy S) – óptima qualidade de som
Aspectos negativos
- Botão Home com má qualidade
- Botão do power on/off dá a entender que está meio solto em comparação com o do Galaxy Note ou do Galaxy Nexus
- Capa traseira com pintura bastante frágil, risca-se facilmente. Adicionalmente, após algumas semanas de uso intenso, a capa range ligeiramente se for apertada com força nos cantos
- Baralhamento ocasional da voz durante uma chamada, sentido para quem recebe a nossa voz
- Ecrã com matriz PenTile
- S Voice é muito fraco – Google Now e o Siri estão a anos-luz
O Pplware agradece à Samsung e à TMN a cedência dos equipamentos para esta análise.
Índice
- Página 1
- 1 – Características gerais
- 2 – Hardware e design
- 3 – A magia do Samsung Galaxy S III
- Página 2
- 4 – Aplicações exclusivas
- 5 – Câmara
- 6 – Autonomia – por Francisco Franco
- 7 – Benchmarks e pormenores técnicos – por Francisco Franco
- 8 – Veredicto
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