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Não se deixe levar pelos emulsionantes: conheça os seus malefícios

5 Comentários

O avanço tecnológico nem sempre é positivo, pois com o desenvolvimento dos emulsionantes, tão comuns nos produtos processados, acabam os produtos alimentares não inofensivos. Pelo contrário, os estudos científicos mais recentes sugerem danos preocupantes, sobretudo ao nível da saúde intestinal. Assim, cabe a cada consumidor analisar cuidadosamente as informações, evitando cair na tentação de acreditar apenas na publicidade.



Um pouco de história: o surgimento dos emulsionantes

Em termos históricos, os emulsionantes começaram a ganhar destaque na indústria alimentar durante a primeira metade do século XX. Nessa altura, as empresas procuravam melhorar a textura, a homogeneidade e a estabilidade dos produtos.

Por outro lado, o prolongamento do prazo de validade também era um objetivo determinante. Consequentemente, substâncias como a lecitina de soja, mono e diglicéridos de ácidos gordos, polissorbato 80 e carboximetilcelulose foram introduzidas. Deste modo, estas moléculas permitiram aos fabricantes alcançar texturas mais cremosas, além de garantir a mistura uniforme de ingredientes. Contudo, apesar de parecerem inofensivas, o tempo demonstrou que há um outro lado da moeda.

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Estudos e evidências científicas

De acordo com um estudo publicado em 2015 na revista científica Nature, certos emulsionantes, como o polissorbato 80 e a carboximetilcelulose, podem alterar drasticamente a microbiota intestinal.

Aliás, o Dr. Tim Spector, professor de Epidemiologia Genética no King’s College London, tem alertado para o facto de que a perturbação do microbioma pode levar a inflamações crónicas e, gradualmente, aumentar o risco de obesidade, síndrome metabólica e outras condições inflamatórias.

Além do mais, a investigação do Dr. Michael Greger, médico e autor de How Not to Die, reforça que a ingestão continuada de aditivos pode conduzir a desequilíbrios fisiológicos preocupantes. Por outro lado, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) tem vindo a reavaliar alguns destes aditivos, sugerindo cautela, embora ainda não existam proibições definitivas.

Pontos cruciais dos efeitos negativos

  • Alteração da microbiota intestinal: Com o tempo, os emulsionantes podem destruir o equilíbrio natural das bactérias benéficas, o que, por sua vez, prejudica a digestão e a absorção de nutrientes.
  • Favorecimento da inflamação: Ao modificar a barreira intestinal, estes compostos podem desencadear respostas inflamatórias e imunológicas indesejáveis, aumentando, por exemplo, a predisposição para doenças crónicas.
  • Influência no metabolismo: A pesquisa do Dr. Robert Lustig, endocrinologista da Universidade da Califórnia, demonstra que a alteração do microbioma pode contribuir para a resistência à insulina, promovendo o ganho de peso.

Benefícios e motivos da sua utilização

Todavia, não podemos ignorar que os emulsionantes desempenham um papel técnico importante.

Em primeiro lugar, estes agentes tornam possível manter alimentos estáveis e atrativos por mais tempo, além de garantir a consistência adequada e a textura cremosa em produtos como molhos, gelados e chocolates. Deste modo, do ponto de vista industrial, a sua utilidade é inegável.

Além disso, do ponto de vista do marketing, estes aditivos permitem oferecer produtos com um paladar agradável a um custo relativamente baixo. Ainda assim, cabe ao consumidor pesar os prós e os contras, avaliando o impacto na saúde a longo prazo.

Conclusão: a posição dos especialistas e o toque humano

Em suma, o panorama atual aponta para a necessidade de avaliar cuidadosamente o consumo de produtos que contenham emulsionantes. Embora alguns especialistas considerem que as quantidades aprovadas por entidades reguladoras sejam seguras, um número crescente de investigadores, incluindo a equipa da Dra. Alessio Fasano, da Universidade de Harvard, defende que os efeitos cumulativos não podem ser ignorados. Além disso, nas últimas décadas, as nossas escolhas alimentares têm mudado radicalmente, e este contexto exige precaução.

Afinal, a alimentação não se trata apenas de manter o corpo em funcionamento. Trata-se também de nutrir a mente, reforçar o sistema imunitário e promover o bem-estar geral. Por isso, antes de ceder ao apelo de um alimento altamente processado, considere ler o rótulo, ponderar as evidências e, sobretudo, ouvir o próprio corpo. Em última análise, compreender os malefícios dos emulsionantes é um passo importante para fazer escolhas mais informadas e, consequentemente, contribuir para uma vida mais longa e saudável.

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Comentários

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  1. Avatar de Andreas Noack
    Andreas Noack

    Bom artigo pplware. Que venha um sobre o glifosato e outro sobre o milho transgénico.

  2. Avatar de Marco
    Marco

    Este documentário explica de q modo a alteração da microbiota intestinal afecta em muito a nossa saude, incluindo em problemas crónicos.

    Hack your health the secrets of your gut
    https://www.netflix.com/title/81436688

  3. Avatar de Zé

    A grande maioria das pessoas não tem conhecimentos, nem se preocupa em ter, no que toca a ler os rótulos. Tenho esse hábito de quando compro alguma coisa que não conheço, vou ler os rótulos.
    Alguns produtos praticamente iguais têm ingredientes que vão desde o “totalmente químico e cheios de E” até ao “não é mau de todo”. Não custa assim tanto. Podemos comer de tudo, com conta, peso e medida.