Se olharmos aos desenvolvimentos recentes que ocorrem no nosso satélite natural, percebemos que a China está apostar forte na corrida à conquista da Lua. Os especialistas norte-americanos abordam esta dedicação como algo… preocupante! Não será culpa dos próprios americanos?
Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a Humanidade
Há 56 anos, mais concretamente no dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong e “Buzz” Aldrin tornaram-se os primeiros seres humanos a pisar outro mundo.
Naquele momento histórico, Armstrong falou de um “salto gigante” e foi mesmo. Culminando um esforço tecnológico notável, lançado pelo Presidente Kennedy apenas sete anos antes, o programa Apollo inspirou gerações. E o ato simbólico de plantar a bandeira americana, embora sem intenções de reclamar a Lua, mostrou ao mundo que os EUA eram, então, líderes indiscutíveis do planeta.
Em 2029, os próximos humanos irão novamente à Lua. Apesar do estranho hiato entre esses dois momentos, será outro passo que prenderá a atenção da Terra. Mas resta saber quem liderará agora.
E quais serão as primeiras palavras ao voltar pisar o solo lunar?
Sejam quais forem, não será em inglês. Os analistas reforçam a ideia de que as palavras serão proferidas em chinês. E sim, isso mais uma vez será um sinal, o mundo compreenderá quem lidera.
Como é que o país que outrora simbolizava a ambição de alcançar as estrelas permitiu isto? Bom, a resposta é simples e complexa. Segundo os analistas, a explicação passa pela falta de visão e total falta de liderança.
E o que aconteceu mais recentemente é o corolário deste cenário, uma sucessão de administrações e Congressos que apenas mudaram nomes e siglas, adiando qualquer plano lunar.
Para além do valor científico e tecnológico que o espaço oferece, há algo mais profundo: novos recursos, novos lares e nova esperança para a Humanidade. A expansão para novas fronteiras sempre foi parte da história americana, mas nunca fez parte oficial do seu programa espacial.

No caso da China é esse o ponto central
Enquanto isso, cidadãos privados nos EUA, inspirados pelo Apollo, têm vindo a investir e a construir foguetões reutilizáveis que podem abrir o sistema solar, a partir de agora.
Em contraste, o Congresso americano continua a investir no programa Artemis, um programa dispendioso e pouco eficaz, construído à volta do SLS (Space Launch System), que custa milhares de milhões por voo e poderá voar, com sorte, uma vez por ano.
O SLS, a cápsula Orion e a estação Gateway são uma estrutura que, no máximo, poderá permitir umas voltas à Lua. Mas jamais suportará uma base permanente, uma indústria lunar ou uma presença sustentada americana fora da Terra.
Quem o refere são os relatórios do Office of Management and Budget, entidades independentes e muitos na própria NASA concordam: o programa Artemis, tal como está, é um beco sem saída.

E então, qual é o problema da China chegar primeiro?
Bom, alguns especialistas americanos dizem que não há problema com a China ter o seu momento ao sol lunar. Mas isto não é uma corrida simbólica. É uma afirmação de civilização, uma demonstração de que são eles quem constrói, lidera e permanece.
O seu objetivo não é uma bandeira. É uma pegada seguida de fundações. O que alguns dirão ser “um espetáculo”, será recordado como o momento em que a China marcou território no novo capítulo da História.
Entretanto, a NASA, outrora o orgulho da excelência americana, está a ser desmantelada para financiar outros sectores. A agência que levou humanos à Lua é agora liderada por uma antiga estrela de reality shows da MTV.
Será já tarde para os EUA abrirem os olhos?
Se houver uma liderança ousada e mudanças rápidas, ainda poderá a NASA ter novamente o privilégio do primeiro passo.
Claro que a ousadia tem um preço. Dizem os analistas que é necessário substituir o atual administrador da NASA por alguém competente, que saiba entregar resultados. É também fundamental terminar de imediato o programa Artemis. Cancelar o SLS e o Gateway. Em vez disso, reforçar o modelo de parcerias comerciais da NASA, como o CLPS (Commercial Lunar Payload Services).
É imperativo, dizem, apoiar startups como a Intuitive Machines, Firefly, Lone Star e Interlune, e focar numa aldeia industrial lunar permanente, liderada pelos EUA.
Outro ponto importante é deixar a SpaceX seguir para Marte. Apesar do objetivo ser 2030, depois da chegada da China à Lua, mais tarde esta missão a Marte poderia ser importante para ajudar a construir várias estações espaciais comerciais e um posto avançado na Lua (mesmo que por robots).
Limpar a NASA
OS EUA estão a passar por um tempo conturbado, externamente mas também internamente, essencialmente dentro das principais organizações do país. A NASA, dizem, tem de parar de escolher “vencedores e perdedores” entre as empresas que projetam as estações espaciais, impondo padrões personalizados e exigentes.
Criar legislação que permita à agência espacial norte-americana ser um cliente âncora em várias plataformas e dar incentivos ao sector privado, como fabricantes de chips ou empresas de biotecnologia, para se juntarem ao esforço.
Se estas profundas alterações não forem rapidamente efetuadas, então os americanos estarão a entregar, não só a Lua para as mãos dos chineses, mas também o Sistema Solar.







Deixe um comentário