Após 15 anos de estudo, uma especialista ressalva que, para proteger o cérebro e a memória, devemos comer coisas que o alimentem e não que o prejudiquem. Apesar de parecer óbvio, Heather Sandison deixa várias dicas valiosas.
Num artigo, publicado na CNBC, Heather Sandison, médica naturopata especializada em medicina neurocognitiva, partilhou algumas dicas para fortalecer o cérebro e as capacidades cognitivas.
Fundadora de uma clínica de otimização do cérebro e da primeira instalação residencial de cuidados para a memória, a especialista revela que está “sempre a lembrar às pessoas que devem comer coisas que alimentem o cérebro e não que o prejudiquem”.
O objetivo é dar ao cérebro os nutrientes necessários para curar, reparar os tecidos, combater as toxinas e criar neurotransmissores, para poder manter-se jovem, forte e com energia durante o maior tempo possível.
Embora o cérebro represente apenas 2% do peso corporal de uma pessoa, é responsável por mais de 20% do gasto energético diário. Portanto, é crucial dar-lhe alimentos ricos em nutrientes e com baixo teor de hidratos de carbono.
Nutrientes para fornecer os blocos de construção, e menos hidratos de carbono para estabilizar o açúcar no sangue e equilibrar a montanha-russa de picos e quedas que criam tantos efeitos secundários que prejudicam a cognição, incluindo tonturas, ansiedade, fadiga, irritabilidade e uma diminuição da concentração.
Conforme partilhado, é importante aumentar a consciência relativamente aos hidratos de carbono, bem como fazer algumas trocas.
A alimentação impacta o cérebro
Apesar de a quantidade saudável de hidratos de carbono a atingir ser de cerca de 130 gramas por dia, no geral – considerando que cada pessoa terá necessidades diferentes -, a qualidade dos hidratos de carbono que ingere é muito mais importante do que o número, segundo a especialista.
Considere que comer uma fruta com mais hidratos de carbono, como uvas ou melancia, depois de um lanche rico em gordura e proteínas, como iogurte grego, irá reduzir a rapidez e a quantidade de açúcar no sangue que irá subir.
Depois, começar uma refeição pelos alimentos ricos em gordura e proteínas e deixar as opções com mais hidratos de carbono para mais tarde pode fazer a diferença.
Sobre os “petiscos”, a especialista aconselha opções com baixo teor de hidratos de carbono, como pepinos, pimentos, queijo, iogurte de coco e nozes.
Relativamente aos doces, alerta que, com o estômago vazio, estes aumentam o nível de açúcar no sangue rapidamente e depois baixam. Geralmente, essa queda de açúcar no sangue é prejudicial e faz-nos sentir fome e, com o tempo, leva à diabetes, à resistência à insulina e à deficiência cognitiva.
Especialista sugere mudanças que fortalecem o cérebro
No mesmo artigo à CNBC, a especialista sugere alguns pratos, colocando em prática os conselhos:
- Uma tosta de abacate ao pequeno-almoço, em vez de um pão ou cereais.
- Sopa e salada, em vez de uma sandes e batatas fritas ao almoço.
- Trocar o acompanhamento de batatas ou arroz por quinoa ou arroz de couve-flor ao jantar.
- Frutos vermelhos com um pouco de natas batidas ou alguns quadrados de chocolate preto, em vez de gelado para a sobremesa.
Conforme refere, só esta mudança já seria verdadeiramente transformadora e benéfica, “incluindo a redução dos níveis de glicose e insulina (e, por conseguinte, a redução da inflamação) e o aumento do consumo dos nutrientes que contribuem para a saúde do cérebro (proteínas, vitaminas e minerais dos vegetais e gorduras)”








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