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Primeiros chips de 3 nm da Samsung serão para a mineração de criptomoedas

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Tal como aqui noticiámos, a Samsung conseguiu ultrapassar a rival taiwanesa TSMC e foi a primeira fabricante do mundo inteiro a anunciar oficialmente o início da produção dos novos chips de 3 nm.

Os novos chips baseados nesta avançada litografia vão conseguir que os equipamentos ofereçam um desempenho superior, ao mesmo tempo que reduzem o consumo energético. Neste sentido, sabe-se agora que o primeiro lote de chips de 3 nm vai ser destinado a um fabricante de componentes dedicado à mineração de criptomoedas. Como tal, pode-se dizer que os mineradores serão os primeiros a testar e usufruir de todo o poder desta nova tecnologia.

Primeiros chips de 3 nm da Samsung serão para a mineração de criptomoedas


Mineradores serão os primeiros a usarem os chips de 3 nm da Samsung

Foi há sensivelmente três semanas que a Samsung anunciou o início da sua produção em massa dos chips GAA (Gate All Around) baseados na litografia de 3 nm. Mas nesta segunda-feira (25), através de uma cerimónia para o efeito, a fabricante revelou que já começou a tratar do envio oficial dos seus primeiros chips para os clientes.

Contudo, ao contrário daquilo que se poderia pensar inicialmente, as primeiras unidades dos componentes de 3 nm não se destinam ao fabrico de smartphones. De acordo com as informações reveladas, o primeiro lote destes chips irá parar às mãos de um fabricante dedicado ao setor da mineração de criptomoedas. Portanto, e pela lógica, os mineradores das moedas digitas serão assim os primeiros a beneficiarem deste nó da nova geração.

Através do novo processo de fabrico GAA da Samsung, o desempenho dos componentes será melhorado e o consumo de energia reduzido, o que representa então sérias vantagens para a atividade de mineração.

Mais concretamente, em comparação com os chips de 5 nm, o processo GAA de 3 nm da Samsung melhorará o desempenho em até 23% e reduzirá o consumo energético em 45%. Para além disso, diminuirá a área em até 16%.

Mas a empresa sul-coreana pretende lançar uma segunda versão destes componentes onde, nesses, espera obter uma melhoria de 30% no desempenho, uma redução de 50% no consumo energético e diminuir a área em 35%.

Os smartphones devem ainda ter que aguardar um pouco, pois este novo nó da Samsung apenas deve chegar a esse setor em 2024, altura em que a marca espera também produzir o seu novo processador Exynox 2300.

Leia também:

Samsung tem planos para construir 11 fábricas de chips no Texas

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Comentários

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  1. Avatar de Elkido
    Elkido

    Os últimos Exynnos e mesmo os Qualcomm Snapdragon 888 ou 8 Gen 1 foram uma m…da de origem Samsung….. gastam muíta bateria e aquecem muito e no Trolling test são instáveis.
    Já o novo Qualcomm Snapdragon 8+ Gen 1 ou mesmo o Mediatek Dimensity 9000 e Dimensity 9000+ de origem TSMC são brutais

  2. Avatar de SANDOKAN 1513
    SANDOKAN 1513

    Péssima decisão.

  3. Avatar de SteveRobs
    SteveRobs

    Mas o mining ainda tem futuro? Ai ai Samsung.

    1. Avatar de Samuel MGor
      Samuel MGor

      Já parece o governo português!! Só más decisões!!

    2. Avatar de °0°
      °0°

      De bitcoin sim, do resto só o futuro o dirá.

    3. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      De BTC? Tem e continuará a ter durante mais umas boas décadas.

  4. Avatar de Fusion
    Fusion

    Excelente estratégia por parte da Samsung.
    Acredito plenamente que a Samsung não quer saber da mineração para nada, mas digo que é uma estratégia excelente porque mineração atualmente é uma das tarefas mais exigentes em termos de processamento, logo fazendo isto terá a capacidade de testar os processadores ao máximo e posteriormente corrigir problemas que possam surgir.

    O segundo ponto é o marketing, noticias como processadores Samsung tiveram x pontos em benchmark vs processadores Samsung usados para mineração, este ultimo dá mais visibilidade que o primeiro.