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Próximo voo de teste da Starship vai trazer grandes novidades da SpaceX

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Numa publicação oficial, a SpaceX revelou que se está a preparar para o próximo voo de teste da Starship. Este irá marcar uma mudança e um ponto importante na preparação desta proposta da SpaceX. Do que é revelado, a missão incluirá testes de implantação de carga útil pela primeira vez, algo importante para delinear o futuro.

Starship SpaceX teste carga


Chegam grandes novidades da SpaceX

A carga útil em questão será constituída por 10 simuladores da Starlink, concebidos para corresponder ao peso e tamanho dos satélites Starlink da próxima geração. Elon Musk confirmou que o sétimo voo de teste da Starship está agendado para 10 de janeiro nas instalações de Boca Chica, no Texas.

A SpaceX pretende testar e focar-se em “múltiplas experiências de reentrada orientadas para a captura e reutilização de foguetões, e lançar e devolver o Super Heavy”. O design da Starship também foi alterado, com flaps dianteiros agora mais pequenos e reposicionados para reduzir a exposição ao calor durante a reentrada.

Próximo voo de teste da Starship em breve

Isto aumentará a durabilidade geral e o desempenho da Starship. Além disso, a SpaceX referiu que o sistema de propulsão foi remodelado e tem agora uma maior capacidade de combustível e sistemas de motor avançados, permitindo missões mais longas. O escudo térmico deste foguetão está agora equipado com peças atualizadas com uma camada adicional para maior segurança.

Segundo a SpaceX, os simuladores da Starlink estarão na mesma trajetória suborbital da Starship, com uma aterragem direcionada no Oceano Índico. O voo de teste também conduzirá várias experiências de reentrada, incluindo materiais alternativos de proteção térmica e acessórios de captura de foguetões.

Starship SpaceX teste carga

Satélites V3 da Starlink são a carga

Os satélites V3, conforme o relatório anual de progresso da empresa, pretendem trazer velocidades de gigabyte aos assinantes Starlink. Espera-se que estes satélites V3 sejam muito mais pesados ​​do que os V2, pesando supostamente até 2000 kg. O objetivo para cada Starship é implementar 60 satélites V3, permitindo adicionar “60 Tbps de capacidade à rede por lançamento”.

Este teste tentará também capturar o Super Heavy Booster, que a empresa já conseguiu durante o seu quinto teste em outubro. Se as condições forem desfavoráveis, espera-se que o propulsor caia em segurança no Golfo do México.

Autor: Pedro Simões
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Comentários

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  1. Avatar de David Guerreiro
    David Guerreiro

    Convém é mesmo que façam o processo de captura a funcionar sempre, senão deixa de ser reutilizável.

  2. Avatar de me and me
    me and me

    a melhor soluçao seria algo como o space shuttle. foi a unica soluçao verdadeiramente reutilizavel.

    1. Avatar de Ddt
      Ddt

      Não é bem assim ….os voos ficavam mais caros do que lançar um foguetão novo de cada vez ….a Rússia fez umas cópias do space shutle e abandonou-os …embora fossem até melhores do que os americanos ….estão agora a apodrecer abandonados , há documentários sobre isso no youtube ….ficavam caros e tinham pouca utilidade ….Desconfio muito quando eles dizem reutilizável…..

      1. Avatar de Manuel da Rocha
        Manuel da Rocha

        A Rússia só montou o Buran. Esse fez 1 voo, em 1988, automático. Só que ficou abaixo do que os russos pensaram. O Energia (lançador ou 1 estágio) não conseguia colocar, o shuttle, na órbita alta. Daí ter sido abandonado. Em 2002, o hangar colapsou (por falta de manutenção, destruindo o Buran. O Ptichka estava, quase, pronto para voar, quando caiu o muro. Depois, está, num hangar, junto a Baikonor, no Cazaquistão, ao abandono. Existem, mais 2, modelos de teste, um deles, que era possível ver, no museu de Baikonor, o outro está no mesmo hangar que o Ptichka.
        A maior diferença, com os americanos, é que, os russos, não tinham OMS (os motores, atrás). Usavam um adaptador, idêntico ao que a Dragon e a Soyuz, usam, para mudar de órbita.

        1. Avatar de Rui Machado
          Rui Machado

          Es capaz de ter aí alguns erros, pelo menos um esta na Alemanha no museu…..

    2. Avatar de rui
      rui

      Nem lá perto, os booster era reutilizados, mas demorava semanas a refazer, o tank principal ia a vida e muitas das ligaçãoes era pirotecnicas, demorava pelo menos 1 a 2 meses a ter o shuttle novamente em ordem de voo, muito do escudo tinha de ser recolucado e feito revisões aos motores.

      Se for veres a SpaceX com o Falcon 9 tem periodos de retorno ao espaço de 1/3 do shuttle.

      1. Avatar de Manuel da Rocha
        Manuel da Rocha

        O problema é que são precisos 9 lançamentos, da Dragon, para levar a mesma carga, que os shuttles levavam, além de haver o problema de não poderem ir pessoas e carga juntos.
        A Blue Origin quer tentar imitar, pois espera conseguir colocar uma cápsula, com carga idêntica, numa órbita trans-lunar. Algo que só a Starship, se espera, que venha a conseguir.

    3. Avatar de jorge
      jorge

      O space shuttle foi um marco muito importante para o desenvolvimento da tecnologia de reutilização de naves tripuladas. A questão aqui é o propósito para o qual se destina o Starship, se queremos uma nave capaz de “aterrar” em marte, não podemos contar com uma pista para o efeito. Portanto bem mais prático colocar a nave num ponto à escolha e mais tarde ter então a tal infraestrutura para captar a nave Starship.

      1. Avatar de Manuel da Rocha
        Manuel da Rocha

        O Shuttle nunca foi para sair da órbita baixa.
        Os shuttles eram para ser os porta-contentores, que levavam 7 a 9 tripulantes para as estações espaciais e 9 cargas, iguais, ás da Dragon. A ISS podia operar, com 12 pessoas, bastando 2 visitas anuais, do shuttle e 1 Progress. Hoje, precisa de 5 Dragon e 3 Progress (eram 5, em 2021), além do que é levado em 2 (a 3) Dragon e 2 Soyuz.
        Para Marte, desde 1993, que a NASA, sempre quis algo semelhante ao Saturn V. Capacidade de carga e lançamento. A Starship ainda precisa provar que pode chegar a GEO. É que, pelos perfis de voo, a SpaceX quer iniciar voos sub-orbitais, humanos, com a versão orbital a servir, só, para colocar 700000 Starlink V3, em órbita. Uma outra versão será usada para aterrar na Lua, que estava prevista, fazer o voo teste em 2021, o tal que o Japonês iria pagar 4200 milhões de dólares, para ser o primeiro humano, a voltar à Lua, depois de 60 anos, do último a lá andar.

  3. Avatar de Elonao