Motores/Energia · Notícias

Reino Unido vai responsabilizar as fabricantes em caso de acidente com carros autónomos

8 Comentários

Ainda não vemos as estradas repletas de carros a conduzirem-se sozinhos, pelo que estes ainda têm um longo caminho a percorrer. Apesar disso, o Reino Unido anunciou um projeto de lei a partir do qual responsabilizará as fabricantes de automóveis, e não os motoristas, em caso de acidentes com carros autónomos.

Condução autónoma, carros autónomos


A par de controversa, a condução autónoma está ainda em fase embrionária. Apesar de não estar consolidada e não ser, de todo, o padrão nas estradas, há fabricantes e empresas de tecnologia a trabalhar nela e a desenvolver projetos inovadores.

Os Estados Unidos da América foram pioneiros neste sentido, havendo Estados, como o da Califórnia, a ter este tipo de veículo a circular nas suas estradas.

Na Europa, os processos são mais lentos, além de haver uma lacuna jurídica, relativamente ao responsável em caso de acidente: o condutor ou a fabricante do carro autónomo responsável pela tecnologia?

 

Fabricantes vão ser responsabilizadas em caso de acidentes com carros autónomos

Ora, o Reino Unido anunciou, pela voz do Rei Carlos III, um projeto de lei a partir do qual as fabricantes serão responsabilizadas em caso de acidente.

Apesar de o Governo britânico prometer esta lei há mais de um ano, este anúncio, feito durante a apresentação da agenda legislativa da próxima sessão parlamentar, parece indicar a concretização.

Os meus ministros introduzirão novos quadros jurídicos para apoiar o desenvolvimento comercial seguro de indústrias emergentes, como os veículos autónomos.

Disse Carlos III, indicando que o Governo britânico pretende criar um quadro para o desenvolvimento destes veículos, bem como para atribuir responsabilidades.

Charles III, Rei do Reino Unido
Charles III, Rei do Reino Unido

Na perspetiva da diretora de operações da seguradora global da AXA para o Reino Unido e Irlanda, Tara Foley, esta lei “trará múltiplos benefícios para a economia do país, segurança rodoviária e empregos verdes”.

Para as seguradoras, proporcionará clareza crucial no estabelecimento de responsabilidade por veículos autónomos.

O projeto de lei do Governo britânico pode abrir um precedente para este tipo de tecnologia: além de esclarecer responsabilidades, também estabelecerá o limite do que pode ser classificado como carro autónomo, combatendo o marketing enganoso.

Esta tecnologia é inevitável, pelo que esta é uma oportunidade fantástica para avançar e criar estruturas para construir a confiança pública.

Opinou Paul Newman, fundador da empresa de software Oxa.

Também pode gostar

Comentários

8

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Stanley
    Stanley

    Provavelmente implementarão o melhor sistema viário do mundo para veículos autônomos.

    1. Avatar de Ifm
      Ifm

      Provavelmente vai pagar mais carro por esse serviço….
      É o serviço + o seguro se der asneira, e ainda pagas o seguro anual a tua seguradora.

      A conta dos elétricos os seguros vão aumentar para xuxu.
      Cada vez é mais caro reparar carros, até aqueles simples toques é sensores é isto é aquilo.

      E a seguradora não vai ficar a perder dinheiro, por isso UPA UPA no preço do seguro.

  2. Avatar de naodigo
    naodigo

    acho bem, Tesla bem que ser castigada por meter software Beta num equipamento que pode matar pessoas.
    Se em ambientes profissionais (como de ser) versões beta nao são usadas pelo risco acrescido, num veiculo devia ser proibido.

  3. Avatar de LA
    LA

    Acho muito bem, que o façam.

  4. Avatar de supersilva
    supersilva

    Pq o povo tem contra os autônomos? Dá pra ver ae o lobby da seguradoras

  5. Avatar de Oi
    Oi

    Então quem paga o seguro é a marca, ótimo!

  6. Avatar de VTPC213
    VTPC213

    Então a Tesla está tramada. O Autopilot falha muitas vezes.
    O Musk charlatão brincou enquanto pode.

  7. Avatar de livreseforsopamim
    livreseforsopamim

    E dp os construtores, vao recorrer pa tds os lados, alegando que afinal ( provavelmente bem), o condutor nunca poderia abandonar a supervisao total do carro. Com as custas judiciais e advogados, ainda vai ser pior para os segurados.