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O Spotify penaliza artistas que fazem contratos com concorrência

22 Comentários

O streaming de música é hoje um dos maiores negócios da Internet. O Spotify, a Apple e outros dominam este mercado e conseguem ter o monopólio dos artistas.

As regras deviam ser básicas e entendidas por todos, mas agora o Spotify parece querer controlar os artistas, penalizando-os se celebrarem contratos com a concorrência.

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Não está provado que efectivamente isto aconteça, mas várias fontes apontam como certo que o Spotify está a penalizar os artistas que decidem fazer lançamentos exclusivos nas plataformas da concorrência.

A forma de penalizar estes artistas é afundando-os nas tabelas de resultados das pesquisas, levando a que não sejam preferidos por quem usa o serviço. Isto na prática resulta numa perda de receita para os artistas. Há ainda a perda de lugares nas listas de reprodução, onde os utilizadores vão muitas vezes conhecer as novidades, das músicas que estiveram em exclusivo na concorrência.

Segundo fontes ligadas à industria esta não é uma prática recente, estando em utilização há mais de um ano. Nos últimos meses ter-se-à intensificado.

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A resposta do Spotify a estas acusações

Confrontado com estas acusações, o Spotify apressou-se a negar estas práticas, acusando-as de serem inequivocamente falsas.

Estas práticas não são na verdade uma novidade. A Apple já quando lançou o seu serviço de stremaing tinha sido acusada de tentar ofuscar a concorrência com práticas semelhantes.

Depois de acusações de parte a parte, tanto o Spotify e a Apple procuram garantir para si o máximo de utilizadores, preferencialmente pagantes.

Bloomberg

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Comentários

22

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  1. Avatar de JJ
    JJ

    Infelizmente, até estas novas tecnologias na industria da musica, que prometia mudar radicalmente o sector, esta a começar a utilizar praticas semelhantes das editoras, fazendo que essa mudança não ocorra verdadeiramente, apenas estão a mudar os protagonistas.

  2. Avatar de Sergio J
    Sergio J

    Um destes dias as empresas de publicadade também vão querer a exclusividade, pois a maioria dos seus maiores potenciais clientes são os que pagam pelos serviços premium

    1. Avatar de Gama
      Gama

      É exclusividade no lançamento, isto é, durante alguns dias quando sai. Serve de chamariz.

  3. Avatar de Daniel
    Daniel

    A Spotify já veio desmentir esta história

    1. Avatar de Rollface
      Rollface

      Esta história é apenas para fazer com que o pessoal fique revoltado e mude para Apple músic.

  4. Avatar de Daniel
    Daniel

    Visto de outra forma, Spotify dá preferência a exclusivos Spotify, e assim já não é polémico e é basicamente o que todas as empresas fazem desde… sempre.

    1. Avatar de Gama
      Gama

      Isso não parece ser equivalente aquilo que dizem que a Spotify faz, primeiro porque a Spotify nem sequer parece ter exclusivos e depois porque é descrito que “enterram” a música dos artistas nas pesquisas.

      1. Avatar de Daniel
        Daniel

        De novo, a diferença entre dizer que o Spotify dá mais visibilidade a quem tenha exclusivo com a Spotify e dizer que penaliza concorrência é que na última é pura e simplesmente por questão de agenda ou tendenciosismo de quem o diz pois no caso do primeiro é uma prática generalizada e completamente normal.

        No entanto a Spotify já veio a desmentir, o que confirma as minhas observações pois já por diversas vezes pesquisei artistas que sei que não estão em exclusivo no spotify e apareciam no topo mesmo com termos de pesquisa ambíguos, era uma questão de relevância… no entanto as minhas observações podem não ser relevantes, o chamado “anedoctal evidence”.

        1. Avatar de Gama
          Gama

          Daniel, a Spotify não parece ter sequer política de exclusivos o que já põe um pouco em causa a tua visão. Depois falam na pesquisa, o que não dá muito para enterrar um artista (com alguma fama) sem uma política definida para esse artista – mesmo que o serviço queira promover outros na pesquisa não vai encher a lista de promoções arriscando tornar as pesquisas irrelevantes, da mesma forma que não vês as pesquisas na Google ou no Bing cheias resultados pagos/publicidade enterrando os relevantes.

      2. Avatar de Daniel
        Daniel

        E esqueci-me de dizer: errado, a Spotify tem exclusivos sim, tanto em termos de artistas (durante um determinado tempo pelo menos), como em termos de albuns. São é raros e desde o início de 2015 que não lançam mais exclusivos.

        https://news.spotify.com/us/category/music/exclusives-music/

        1. Avatar de Gama
          Gama

          Daniel, o que dizes parece anedota. O último artista exclusivo da Spotify é de Novembro de 2014, e vens me dizer que tem exclusivos? Eu não disse “teve” (passado), disse tem (presente), que é o que seria necessário para a tua ideia funcionar para explicar algo que outros alegam ocorrer desde cerca de Julho de 2015.

          1. Avatar de Daniel
            Daniel

            Anedota é o teu argumento (ou falta dele) para contrariar a questão de que toda a indústria retira relevância na sua plataforma quando um artista lança algo em exclusivo noutra plataforma (a razão é simples: não dar publicidade gratuíta quando as vendas a serem tidas não é garantidamente na sua plataforma excepto as residuais).
            É assim desde o tempo das editoras e assim se manteve na transição para outras plataformas. E não é exclusivo da indústria musical, vai ver os lançamentos de franchise de jogos exclusivos noutras plataformas e vais ver que os anteriores perdem relevância no mercado dos restantes, só escapa a indústria audiovisual porque os direitos são negociados por anos, exclusividade é coisa que é tida logo como garantido por mercado de venda desses direitos).

            Além de que não reparaste que a questão das “exclusividades” foi mantida de fora, no que toca a lançamentos exclusivos. Eu quando referi exclusivos no meu primeiro comentário não era a isso que me queria referir, era a conteúdo não exclusivo de plataforma (não vinculativo) mas que o spotify tem. O ter referido os exclusivos do spotify foi quanto a tu dizeres que o spotify nem tem exclusivos (nas tuas palavras, “nem sequer parece ter”), e somente isso.

          2. Avatar de Daniel
            Daniel

            Quanto ao spotify, eles pagam aos artistas por stream e têm um modelo de negócio montado com base em subscrição e publicidade. É absurdo sequer tentar retirar relevância a quem possa ser “relevante” só porque fez um lançamento exclusivo noutra plataforma, quem quiser ouvir as obras antigas ouvirá e o spotify continuará a fazer dinheiro com isso e a pagar por esses streams, enquanto que passar ao “cliente” a ideia que tem menos conteúdo relevante (se estão mesmo à procura daquele artista em específico) é absurdo. Dando um exemplo muito concreto, na altura que tinha o Meo Music de borla eu continuava a não o usar e preferia pagar subscrições precisamente pela falta de conteúdo.

            Dito isto, toda esta (última) polémica surgiu por causa de Frank Ocean, e já diversas pessoas mostraram que a posição nos resultados de pesquisa de músicas dele e mesmo dele (até com termos genéricos como “ocean”) continua a aparecer na mesma posição que aparecia antes, mesmo há 3 dias quando estalou esta “polémica”.

            O que eu defendo sim é que se o spotify fizesse isso não faria diferente do resto da indústria, e criar uma polémica com isso quando basta alterar a forma como é descrito para ser exactamente o que toda a indústria faz é ser-se hipócrita.

          3. Avatar de Gama
            Gama

            Daniel, por favor deixa de inventar. Antes dizias que nem sequer era verdade, e que havia outros que ficavam à frente nas pesquisas por serem exclusivos no Spotify, agora já vens dizer que é normal em todas as plataformas prejudicar activamente na pesquisa de artistas que assinem algum contrato por um álbum com outros serviços.
            Mostra lá onde é que a Apple faz o mesmo na pesquisa de artistas que assinam exclusivos com a Tidal?
            A polémica do Frank Ocean não tem nem nunca teve nada a ver com o Spotify, mas com a editora Universal não ter gostado da forma como ele se comportou por causa dum exclusivo com o Apple Music.

      3. Avatar de Portimão
        Portimão

        Não há, de facto, exclusivos do Spotify e que eu tenha conhecimento também não há exclusivos Apple Music.
        Há, sim, exclusivos no Tidal.

        1. Avatar de Gama
          Gama

          O Apple Music tem política de exclusivos, já houve vários e ainda agora houve alguma polémica por causa disso. Os exclusivos são pelo período de lançamento.

    2. Avatar de Marco Pinheiro
  5. Avatar de Carvalho Carreira
    Carvalho Carreira

    como antigo musico acho ridiculo esta lei da spotify, ditadura digo eu! isto é bem pior que as musicas sacadas por torrent

    1. Avatar de Portimão
      Portimão

      Isto não é verdade e o próprio Spotify já veio desmentir esta falsa informação.

  6. Avatar de censo
    censo

    Querem dar dinheiro aos artistas, vão aos concertos.

  7. Avatar de Portimão
    Portimão

    Sei que artistas como a Beyoncé, Rihanna, Nicki Minaj têm conteúdo exclusivo no Tidal, porque o marido da Beyoncé, Jay z, é o dono da plataforma.
    Lançam videoclipes e até álbuns exclusivamente lá.

    No Apple Music não conheço ninguém que tenha lançado álbuns apenas lá.

    Quanto ao Spotify… Spotify é Spotify, o Spotify está em todo o lado, há para todas as plataformas (ao contrário do Tidal e do Apple Music, que não se encontram disponíveis para Windows Mobile e no caso do Windows Desktop o Apple Music obriga a ter o iTunes). O Spotify é imbatível e com esta promoção do Yorn W 5GB (que oferece a versão premium do Spotify) melhor ainda.

    Já fui cliente Apple Music e gostei imenso, mas neste momento uso Spotify. Adoro a UI do leitor, o facto de ser escuro, a organização, etc.

    1. Avatar de swizzle
      swizzle

      > No Apple Music não conheço ninguém que tenha lançado álbuns apenas lá.

      mais de 80% das músicas e álbuns exclusivos que lançaram foi no Apple Music. E estou só a falar no HipHop/Rap.