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Futuro dos serviços geridos depende da IA e da Cibersegurança

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Num cenário marcado pelo aumento das ciberameaças e por uma crescente pressão regulatória, os fornecedores de serviços geridos (MSP) enfrentam o desafio de se reinventarem. A evolução para o modelo MSP 3.0 está a tornar-se inevitável, com a inteligência artificial (IA) e a automatização no centro da transformação.


 

Segundo a Canalys, até ao final de 2025, cerca de 28% dos MSPs deverão crescer mais de 20%, impulsionados pela procura crescente de serviços geridos de TI e cibersegurança. Para manter esta tendência positiva, os MSPs têm de apostar em soluções inovadoras, mais eficientes e orientadas para o futuro.

Principais tendências do setor

  • 1. Transição para o modelo MSP 3.0
    • A próxima geração de serviços geridos baseia-se em automação com IA, integração nativa da cibersegurança e conformidade com normas regulamentares. A formação e consultoria em IA estão a tornar-se prioridades estratégicas.
  • 2. Novas exigências e desafios de conformidade
    • Diretivas como a NIS2 exigem que os MSPs estejam preparados para normas de cibersegurança mais rigorosas. A adaptação será essencial para garantir sustentabilidade e continuidade no mercado.
  • 3. Expansão do mercado de serviços geridos
    • A crescente necessidade de proteção contra ameaças complexas está a impulsionar o setor, que pode atingir os 595 mil milhões de dólares em receitas globais.
  • 4. Fusões e aquisições que potenciam o crescimento
    • Para fortalecer as suas ofertas, muitos MSPs estão a recorrer a fusões e aquisições, integrando novas tecnologias e competências em cibersegurança.

Impacto da cibersegurança avançada e da IA no crescimento do sector

A adoção de soluções avançadas de cibersegurança, com especial foco na inteligência artificial (IA), está a impulsionar o crescimento dos fornecedores de serviços geridos (MSP). A integração destas tecnologias representa não só uma resposta eficaz aos desafios atuais, como também uma vantagem competitiva clara num mercado cada vez mais exigente.

Um dos pilares desta evolução é a proteção de endpoints, essencial para travar ameaças sofisticadas e garantir a resiliência das organizações.

Com recurso à Inteligência Artificial, os MSP podem agora:

  • Detetar e responder a ameaças em tempo real, com resposta automatizada, enquanto reduzem a carga operacional das equipas de segurança.
  • Oferecer a defesa inteligente de endpoints, com monitorização contínua, garantindo uma resposta imediata e eficaz.
  • Ampliar a proteção dos sistemas, recorrendo a módulos avançados como a encriptação e a gestão de patches.
  • Estender a segurança além do perímetro da empresa, protegendo utilizadores remotos através da Cloud, com filtragem, formação e proteção a nível do domínio.
  • Gerir a segurança de forma centralizada e automatizada, com integração nativa na infraestrutura do cliente, tendo uma maior eficiência na defesa em várias superfícies de ataque.

A Inteligência Artificial está a transformar o papel dos MSP, permitindo a oferta de serviços mais proativos, escaláveis e orientados para a conformidade. Aqueles que aceitarem esta transformação, reforçando a proteção dos endpoints e liderando a digitalização, tornar-se-ão parceiros estratégicos essenciais para os seus clientes.

Autor: Pedro Pinto
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