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NIS2: Governo aprova proposta de lei para novo regime de Cibersegurança

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O Governo português aprovou hoje, em Conselho de Ministros, um novo regime jurídico de cibersegurança. O novo regime ainda tem de passar na Assembleia da República.

NIS2 - Governo aprovou proposta de lei para novo regime de Cibersegurança


A Diretiva NIS 2 (Network and Information Security Directive) é a atualização da primeira Diretiva NIS (2016), aprovada pela UE em 2022 e em processo de transposição para os Estados-Membros, incluindo Portugal.

Este novo regime tem como principal objetivo reforçar a segurança digital nacional, criando regras mais claras para empresas e organismos públicos. Além disso, visa também simplificar procedimentos burocráticos, alinhando-se com a estratégia de redução de burocracia anunciada recentemente.

NIS2 - Governo aprovou proposta de lei para novo regime de Cibersegurança

Principais medidas do novo regime de cibersegurança

  • Reforço das competências do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS);
  • Definição de novas obrigações para entidades essenciais e digitais (seguindo as diretivas NIS2 da UE);
  • Criação de procedimentos uniformes para gestão de incidentes, reporte e comunicação;
  • Maior integração com outros regulamentos, como RGPD e Diretiva CER.

O Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, referiu que…

Se é verdade que Portugal não tem, no seu espaço físico, uma situação de guerra ou de conflitos e agressões no seu território, o mesmo não é verdade no seu ciberespaço. Os portugueses sabem – aliás, tem tido várias experiencias – que há momentos de agressões no ciberespaço a entidades relevantes públicas e privadas

É preciso reforçar as nossas capacidades de prevenção, empresas e entidades públicas. E por outro lado, capacidade de recuperação rápida em caso de incidentes de cibersegurança. Por outro lado, temos de aumentar os níveis de segurança e as medidas de segurança que as entidades adotam, mas temos de o fazer em linha com objetivo da guerra à burocracia, ou seja, sem criar um regime altamente complexo

António Leitão Amaro revelou também que, considerando a NIS 2, o Governo optou por “um regime menos burocrático possível”.

Optámos por um regime, que poucos países europeus têm, de uma matriz de risco em função da dimensão e do nível de criticidade das empresas e instituições

As empresas são autoclassificadas em função dos critérios da matriz e adotam mais ou menos medidas e obrigações de reporte e de sistemas de recuperação

O Governo sublinha que o novo regime “garante maior segurança sem criar entraves desnecessários”, reforçando a confiança digital para cidadãos e empresas.

Autor: Pedro Pinto
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Comentários

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  1. Avatar de Gustavo
    Gustavo

    daqui a uns meses vamos ficar a saber que guardavam as passes em plain text num txt 😛

  2. Avatar de Pedro
    Pedro

    Eu acho que isto é pessimo para a nossa democracia, segurança, e soberania.
    Depois ministro da presidência??
    A sério??

    Bem , pior seria termos um “Ministro da Verdade”, como alguns já tem..

  3. Avatar de Arur
    Arur

    empresas autoclassificadas… !? Um termo que fará eco no vazio da sua significância

  4. Avatar de xpto
    xpto

    Bla..bla..bla..tudo a ganhar mais dinheiro. A segurança aumenta? Claro que nao.