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Satélites Starlink de Musk afetados pela enorme tempestade solar

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O Sol está “revoltado”. O 25.° ciclo da nossa estrela prometia tempestades solares de grande impacto, e os resultados são bem visíveis. A monstruosa região de manchas solares AR3664, que cruza atualmente o lado do Sol voltado para a Terra, está a fazer “vítimas”: os satélites.


Starlink terá perdido, de novo, satélites?

A Starlink, a empresa de satélites da SpaceX, de Elon Musk, alertou no sábado para a “degradação do serviço”, uma vez que a Terra está a ser fustigada pela maior tempestade geomagnética causada pela atividade solar das últimas duas décadas.

A Starlink possui cerca de 60% dos cerca de 10 mil satélites que orbitam a Terra e é um ator dominante na Internet por satélite.

Musk disse ontem, numa publicação no X, que os satélites Starlink estavam sob grande pressão devido à tempestade geomagnética, mas que estavam a aguentar-se até agora.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA afirmou que a tempestade é a maior desde outubro de 2003 e que deverá persistir durante o fim de semana, colocando em risco os sistemas de navegação, as redes elétricas e a navegação por satélite, entre outros serviços.


Os milhares de satélites Starlink em órbita terrestre baixa utilizam ligações laser inter-satélites para transmitir dados entre si no espaço à velocidade da luz, permitindo que a rede ofereça cobertura de Internet em todo o mundo.

Numa tempestade de menor intensidade, a Starlink perdeu em 2022 cerca de 40 satélites. Nesta que enfrentamos agora, será que a constelação, com mais de 6300 satélites, se vai aguentar?

 

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Comentários

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  1. Avatar de Manuel da Rocha
    Manuel da Rocha

    Em princípio podem perder alguma altitude e provocarem dessincronia. No resto podem recuperar.
    O maior problema (não só para os Starlink), será na quarta, quando a CME nos atingir (espera-se que de raspão), essa sim pode provocar danos terríveis nos satélites de órbita baixa.
    Os que a SpaceX perdeu, foi por terem ignorado os alertas e terem lançado em plena tempestade solar. Como são largados a 15 dias de atingir a órbita programada, estavam demasiado baixos e só 3 se safaram. Até o 2 estágio acabou por reentrar, sobre a Gronelândia, de forma descontrolada, após não conseguir ligar os motores para recuperar altitude para a reentrada sobre a África do Sul.