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PUBG Mobile em 72 dias fatura mais de 500 milhões de dólares

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Enquanto a Epic anda há meses a atacar a Apple e a Google, por causa dos 30% de comissão sobre as vendas nas lojas online, o seu concorrente aproveita a fatura. Segundo um relatório da Sensor Tower, em 72 dias, o jogo PUBG Mobile, da empresa Tencent, faturou mais de 500 milhões de dólares.

Os números são impressionantes, aliás, desde que foi lançado, o jogo já foi descarregado mais de 770 milhões de vezes. Como era de esperar, muito do valor da faturação tem proveniência da App Store.

Imagem PUBG Mobile, jogo que fatura milhões na App Store da Apple


A Epic deu espaço e PUBG Mobile fatura milhões na App Store

A novela entre a Apple e a Epic tem sido rica em desenvolvimentos. Conforme sabemos, inicialmente a Epic quis contornar as regras da App Store e, como acusou a Apple, injetou na loja online da empresa de Cupertino um cavalo-de-troia. Este sistema pretendia levar os jogadores a comprar recursos do jogo Fornite sem passar pela mecânica da loja da Apple e, dessa forma, evitava pagar os 30% de comissão.

Como correu mal, a Apple baniu a Epic da loja, fechou mesmo a conta. Isso levou o caso a tribunal e nos últimos desenvolvimentos os responsáveis da Epic Games solicitaram ao tribunal que obrigue a Apple a voltar atrás nas suas decisões. Enquanto isso, o concorrente do Fortnite, tem crescido e faturado valores incríveis.

 

Os números do sucesso de um jogo

PUBG Mobile foi lançado em março de 2018 e desde então tornou-se um sucesso global. Na China o jogo tem uma versão, e no resto do mundo tem outra. Portanto, este jogo na China chama-se Game for Peace. Assim, juntando as duas versões e somando os números globais, até hoje, a receita já ultrapassou os 3,5 mil milhões de dólares.

De referir que desse total, 500 milhões de dólares foram conseguidos apenas em 72 dias.

O jogo PUBG Mobile no passado mês de maio foi líder na faturação.

Para termos uma ideia, a China é a região onde o jogo tem mais vendas. Então, do valor total gasto no jogo, 53% da receita total é gerada no gigante asiático.

Contas feitas, só na China a Tencent vendeu até hoje 1,9 mil milhões de dólares. Atenção, este valor diz respeito só ao que a Apple Store vendeu. Isto porque o Game for Peace não foi lançado na Google Play Store do Android devido à indisponibilidade desta loja na China. Apesar de estar disponível noutras lojas, a entidade que produziu este relatório não tem como monitorizar este valor.

A seguir ao mercado chinês, os Estados Unidos são a próxima maior região da PUBG Mobile em termos de receita. O país de Trump foi responsável por 13,6% da receita total. O Japão ocupa o terceiro lugar, com 5,5% da receita.

 

PUBG Mobile: Número de downloads também são impressionantes

Em termos de downloads, os números são também muito interessantes. O PUBG Mobile foi descarregado mais de 770 milhões de vezes desde o seu lançamento, há dois anos. A maioria destes downloads foram feitos na Índia, com 185,5 milhões de instalações, seguida pela China com 16,4% do total de downloads.

Contudo, como vimos, o PUBG Mobile foi banido na Índia no passado dia 2 de setembro. Supostamente, este jogo desviava dados dos utilizadores para a China. Isso definitivamente terá um grande impacto nas suas instalações totais e nos gastos dos jogadores no futuro. Atualmente, a PUBG Corp. revelou que está a trabalhar para trazer o jogo de volta, pois a Tencent não está mais autorizada a publicar o jogo no país.

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Comentários

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  1. Avatar de Andre R.
    Andre R.

    Oh EPIC, então e agora?? Não vale a pena pagar os 30%??

  2. Avatar de Rrrrrr
    Rrrrrr

    Epic, é realmente uma anedota.

  3. Avatar de Os Rótulos
    Os Rótulos

    PUBG Mobile – da Tencent – um dos principais acionistas da Epic.
    O cavalo-de-tróia que a Epic introduziu no Fortnite na App Store e da Google Play, para não receberem comissão era só o começo. Não foi apenas mão da Epic.
    São essas grandes empresas de jogos e outras aplicações que dão dinheiro a ganhar aos stores.
    “Ah, mas sem comissão, os jogos ficam mais baratos, as empresas que os produzem vendem mais e ganham mais! Até pode baixar o preço! Todos ganham!”.
    Sem dúvida. A Epic deu o sinal, aproveitava para aumentar 5% no que recebe. O jogo ficava 25% mais barato ao comprador, mas não era por a Epic baixar o que recebia, era porque a Apple e a Google passavam a não receber nada.

    1. Avatar de Vítor M.

      Há algo estranho nisto. A Trencent detém 40% da Epic, voz ativa na empresa, e permite que a Epic saia com milhões de prejuízo, quando a Trencent tem interesse direto… estranho, muito estranho.

      1. Avatar de Os Rótulos
        Os Rótulos

        Claro que a Tencent tem interesse direto.
        O Fortnite era o cavalo-de-tróia. Primeiro a o Fortnite, depois os jogos todos da Epic e da Tencent.
        E porquê começar pelo Fortnite? Porque a maior parte dos jogadores do Fortnite são da plataforma iOS (a Epic refere 1/3 dos jogadores, do jogo multiplataforma). E estava para sair um atualização do Fortnite que quebrou o jogo em dois: no iOS podem jogar uns com os outros a versão desatualizada e nas outras plataformas a versão atualizada (no Android, se usarem o APK da Epic ou a loja da Samsung).
        E contavam com a forte reação dos jogadores do iOS, tipo – “Não pode ser! A Apple tem que aceitar as condições da Epic – os jogos até ficam mais baratos, quero lá saber da comissão da Apple – quero é o jogo atualizado!”

        O aconteceu na prática, segundo diz a Epic na sua segunda providência cautelar (em que pede que a Apple seja obrigada a voltar a repor na App Store o Fortnite com o cavalo-de-tróia que levou ao seu banimento n-e da Google Play) – é que 60 milhões (leram bem, sessenta milhões) de jogadores do iOS deixaram de jogar o Fortnite – e corre o risco de perder o dinheiro que representam. O CEO da Epic já disse que o banimento do Fortnite e dos restantes jogos da Epic pode durar um ano.
        Muita massa que pode ser perdida, mas muito mais massa podia ser ganha, pela Epic e pela Tencent, se o tribunal lhe(s) viesse a dar razão.

        1. Avatar de Vítor M.

          Se fosse assim fácil… mas repara que só o facto da Trencent ter sido expulsa da índia os números começaram logo a cair. Agora imagina que é banida das stores nos EUA 😉

          1. Avatar de Os Rótulos
            Os Rótulos

            A India é um caso à parte. Desde junho e até 8 de setembro tinha banido 177 apps – chinesas. Incluindo o PUBG Mobile.

            O curioso é que o jogo PUBG Mobile pertence a uma empresa coreana – PUGDB Corporation e é distribuído pela chinesa Tencent (se se for ver o capital provavelmente a PUGDB Corporation pertence à Tencent(.

            A PUGDB Corporation andava à procura duma maneira de evitar o banimento na India.
            Mas India e App Store não são o mesmo assunto 🙂

          2. Avatar de Vítor M.

            É a Trencent que está por trás.