A sabedoria popular diz que o cliente tem sempre razão. Seja isso verdade, ou não, a verdade é que os proprietários têm-se feito ouvir, especialmente por via legal. Agora, a visada é a Porsche, devido a um problema que não está nos carros.
Uma ação judicial, apresentada recentemente, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Geórgia, clientes questionam os dispositivos Porsche Mobile Charger Plus e Porsche Mobile Charger Connect.
Ambos estão disponíveis para proprietários de Porsche e permitem carregar a bateria de um carro em 9,5 a 10,5 horas.
Conforme alegado, contudo, as unidades de carregamento domésticas da empresa alemã não atingem as velocidades de carregamento prometidas aos proprietários.
Carregadores da Porsche são menos potentes do que o esperado
A ação movida contra a Porsche alega que as unidades de carregamento tendem a sobreaquecer, podendo danificar as tomadas e criar risco de incêndio.
Além disso, sustenta que os tempos de carregamento podem chegar quase ao dobro do que a empresa anuncia, deixando os proprietários à espera muito mais tempo do que o esperado para atingir uma carga completa.
Os queixosos Paul Herdtner, do Kansas, e John Holby, de Illinois, proprietários de um Taycan 4S 2020 e de um Taycan Turbo 2021, respetivamente, estão a liderar o caso, acusando a Porsche de saber do problema há muito tempo, mas não ter feito nada para resolvê-lo, nomeadamente por via de um “programa de recolha, reparação, substituição ou outro”.
Processo não é uma estreia para a marca alemã
Esta não é a primeira vez que a Porsche enfrenta reclamações relacionadas com os seus carregadores. Em 2023, conforme recordado, a empresa enfrentou um processo semelhante por carregadores domésticos alegadamente defeituosos.
Na altura, para resolver o caso, a empresa alemã concordou em reembolsar os clientes e introduziu uma unidade atualizada com um sensor de temperatura.
Para os queixosos do processo mais recente, no entanto, “estas medidas não resolveram o problema subjacente: tempos de carregamento muito mais longos do que os anunciados, antes e depois da Charger Restriction, limitando a capacidade dos consumidores de utilizar os seus veículos quando necessário e conforme anunciado”.
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