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ONU: China e Índia falham prazo para atualizar objetivos de emissões

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A China e a Índia falharam o prazo da Organização das Nações Unidas (ONU) para a apresentação de novos planos para a redução das suas emissões de gases com efeito de estufa. Por isso, a organização não incluirá as suas promessas no relatório para os governos deste ano, a ser apresentado na cimeira global sobre o clima.

Os dois países mais populosos do mundo estão entre as dezenas que não cumpriram o prazo estabelecido pela ONU.

Organização das Nações Unidas (ONU)



A chefe da UNFCCC, Patricia Espinosa, congratulou os 110 signatários da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (em inglês, United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC), por terem cumprido a data limite para apresentarem os seus novos objetivos.

Em vigor desde 1994, aquele tratado da ONU tem como objetivo a estabilização das concentrações de gases de efeito de estufa na atmosfera, de forma a evitar a interferência humana perigosa no sistema climático.

De acordo com o Associated Press, apesar dos mais de 100 cumpridores, o resultado está “longe de ser satisfatório”, uma vez que apenas 58% dos países apresentaram os seus objetivos a tempo. Além disso, a chefe da UNFCCC observou que um relatório anterior constatou que os países não se estavam a esforçar para atingir o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius, até ao final do século.

As recentes ondas de calor extremo, secas e inundações no globo são um aviso terrível de que muito mais precisa de ser feito, e muito mais rapidamente, para mudar o nosso caminho atual.

Disse Espinosa, acrescentando que isto só pode ser conseguido através de objetivos mais ambiciosos.

Chefe da ONU para o clima, Patrícia Espinosa
Patricia Espinosa, chefe da UNFCCC.

ONU pretende que os países reduzam as suas emissões

Ao abrigo do Acordo de Paris, assinado em 2015, pelos estados-membros da União Europeia, os países estabelecem os seus próprios objetivos de redução de emissões. No entanto, são obrigados a ser transparentes sobre eles e a aumentá-los ao longo do tempo. Isto, de forma a assegurar que o aquecimento global se mantém a níveis aceitáveis.

Este acordo vai ao encontro do propósito da Convenção Quadro da ONU, que visa que cada país defina os seus objetivos, tendo como foco a redução das suas emissões de gases de efeito de estufa. Contudo, os dois países mais populosos do mundo – a China e a Índia – falharam o prazo estabelecido pela organização para a entrega das metas. Aliás, além de seres dos mais populosos, são o primeiro e terceiro país, respetivamente, com as emissões mais elevadas, globalmente.

Por sua vez, e embora tenham apresentado os seus novos objetivos em abril, os Estados Unidos da América são o segundo maior emissor mundial.

Além da China e da Índia, também a Arábia Saudita, a África do Sul e a Síria não apresentaram os seus objetivos. Por essa razão, não os verão incluídos num relatório entregue aos governos, na cimeira global para o clima.

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Comentários

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  1. Avatar de David Guerreiro
    David Guerreiro

    Claro que não reduzem. Enquanto os outros gastam milhões, eles fazem concorrência desleal em imensos setores como o aço, em que não cumprem as mesmas normas dos outros países, e acabam por vender o produto final muito mais barato, fazendo com que os concorrentes deixem de ter encomendas e encerrem. O Acordo de Paris foi feito para benefício da China.

    1. Avatar de nt3cc
      nt3cc

      Basta pensar um bocadinho na bandeira da redução de emissões na Europa, os carrinhos verdes… De onde vem o lítio? onde estão as minas, onde é que é feita a extração e separação de metais raros necessários para os ev, os painéis solares ect…

  2. Avatar de Ale
    Ale

    É mais prático criar outro vírus que mate metade da população mundial

  3. Avatar de Luis
    Luis

    Claro que falham, para reduzirem as emissões têm que cortar na produção, como depois vão os meninos comprar computadores, eletrodomésticos, carros, iphones, etc? A Europa consegue reduzir, pois não produz nada, está em decadência ! Só produz serviços. Está decadente. É uma anedota. Sem a China e a Índia queria ver quem produzia os bens… Ocidente de ridículos.

    1. Avatar de iDroid
      iDroid

      Estás a dizer que a vida reduz-se a bens materiais?

      1. Avatar de Luis
        Luis

        Claro que não. Mas como pode o ocidente impor tal coisa se é altamente dependente dos bens materiais. Muito mais que a Índia por exemplo…

    2. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      Podem reduzir as emissões com tecnologias que custam dinheiro, e que são obrigatórias em países ocidentais. Mas lá na China é tipo carro sem escape, é tudo direto para a atmosfera.

      1. Avatar de robin
        robin

        E depois tiram esse dinheiro as pessoas que são o mais importante.

        1. Avatar de David Guerreiro
          David Guerreiro

          Quais pessoas? É que na China a maioria das pessoas têm muito pouco dinheiro, vivem na miséria.

          1. Avatar de João
            João

            O que conheces tu na China? LOL!
            Carros sem escape? Só na cidade de Shenzhen tem mais carros eletricos que todo Portugal, isto para não falar na gestão municipal com IA.

  4. Avatar de adbu
    adbu

    se virmos a emissão por habitante a china e a Índia estão talvez melhor que a maioria dos países europeus

    1. Avatar de FAR
      FAR

      A diferença na densidade populacional “distorce” os valores.

      Não esquecer a % de pessoas que vive no limiar da pobreza e não consegue usufruir de bens e serviços que contribuem para as emissões (carro, carne animal, etc.) que entram para a tal “emissão por habitante” com contribuição 0 (ou perto disso) a nível de emissões e que baixam significativamente as médias.

  5. Avatar de robin
    robin

    estatísticas feitas por homens em trabalho de parto.