Mobile

Agora é a vez da Honor? EUA querem aplicar as mesmas restrições que a Huawei tem

31 Comentários

As restrições que o governo dos EUA aplicaram à Huawei e à ZTE pretendiam limiar o acesso a estas duas empresas e às suas subsidiárias, como a Honor. Esta ação teve um impacto grande, ainda que algumas destas visadas conseguissem superar isso.

Desde essa altura que a Honor tem tentado separar-se destas limitações, sendo, entretanto, vendida para sair do controlo da Huawei. Com uma nova posição no mercado, a Honor arrisca-se agora a perder tudo. Os EUA reavaliaram a situação e agora parecem querer aplicar as mesmas restrições que a Huawei tem.

Honor Huawei EUA restrições mercado


Desde sempre que a Honor existia associada à Huawei. Era uma marca satélite, dedicada a mercados diferentes e onde a aposta era maioritariamente na venda online. A sua linha de equipamentos seguia de forma próxima a casa-mãe, para reduzir custos.

Depois de todos os problemas que a Huawei enfrentou, a decisão lógica foi a venda da Honor, para assim a libertar. Foi dessa forma que conseguiu ter novamente acesso a todos os serviços da Google e a muita da tecnologia de outros parceiros e fabricantes.

É oficial! A Huawei vai mesmo vender a Honor, a sua eterna marca satélite

Com esta mudança, a Honor passou a ter uma posição mais livre e mais presente no mercado. Cria as suas propostas, já com todos os serviços e ofertas de todas as marcas. Era a forma, esperava-se de conseguir seguir de forma isolada e independente, com as suas ofertas próprias.

Esse modelo e esse cenário poderá em breve mudar, de acordo com informações dos EUA. Um grupo de 14 políticos Republicanos da Casa dos Representantes apresentaram na sexta-feira um pedido ao Departamento de Comércio dos EUA para avaliar a situação da Honor.

Honor Huawei EUA restrições mercado

Mesmo contra os argumentos de que a Honor se separou da Huawei, os políticos Republicanos alegam que esta separação é apenas “um esforço para escapar das políticas de controlo de exportação dos Estados Unidos, destinadas a manter a tecnologia e o software dos Estados Unidos fora das mãos do Partido Comunista Chinês”.

A Câmara de Comércio dos EUA respondeu, entretanto, a este pedido. Um porta-voz revelou que a agência aprecia “avalia de forma constante as informações disponíveis para identificar potenciais adições à Lista de Entidades”. Resta saber qual vai ser a sua posição e até quando a Honor conseguirá fugir a este problema.

[field name=iframe]

Também pode gostar

Comentários

31

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de lapizazul
    lapizazul

    Realmente ver a Apple continuar a perder para os Chineses é preocupante para os EUA… Excepto para o resto do Universo!!!

  2. Avatar de trapoi
    trapoi

    Conclui se entao que não pela segurança nacional mas sim querem acabar com a huawei e tudo relacionado com a mesma.

  3. Avatar de Vitor Tavares
    Vitor Tavares

    Devagar…devagarinho e dentro de algum tempo nos USA apenas poderão ser comercializadas as suas próprias marcas. Parece que para “aqueles lados” ainda não perceberam que o mundo mudou e que os produtos “Made in USA” já não são considerados (no resto do mundo) o supra sumo em termos tecnológicos…muito pelo contrário! Resta ir acompanhando a “novela” e ir vendo o (ainda maior) declínio dos “Yankees” nesse domínio…

  4. Avatar de David Guerreiro
    David Guerreiro

    A questão é que essas vendas de empresas chinesas é tudo uma fachada, simplesmente muda para o irmão ou primo, e fica tudo igual.

    1. Avatar de Domdiego
      Domdiego

      Só na China? Aqui em Portugal é igual :-/

      1. Avatar de David Guerreiro
        David Guerreiro

        Mas queres comparar as coisas? Na China o Estado tem controlo sobre tudo, não existe definição de empresa privada, pois no conselho de administração está sempre alguém do PCC.

        1. Avatar de Domdiego
          Domdiego

          Claro que comparo. Qualquer empresa de “caca”, quando fica com a careca descoberta, seja por que motivo, procede assim. Trabalho muito com gente assim. Montam empresas em nome, normalmente do pai, porque recebe a pensão mínima e não lhe podem tocar, não têem nenhum bem em nome dos mesmos… e se mesmo assim acontecer alguma coisa, sempre podem “mudar” (entenda-se criar uma nova, mas que na realidade é a mesma) a empresa para o nome da mãe. Substimas a criatividade do tuga. Nisso, nem chineses, nem qualquer outro, lhes ensinam algo.

      2. Avatar de pedro
        pedro

        Que comparação de caca

  5. Avatar de Pedro Ferreira
    Pedro Ferreira

    Espera! O Biden não iria resolver todos esses problemas com os Chineses?

  6. Avatar de PorcoDoPunjab
    PorcoDoPunjab

    Já tardava mais um bloqueio.
    Continuo a dizer que deve estar para breve a Xiaomi levar o mesmo tratamento, vcs vão ver.
    Começa a ameaçar marcas americanas, toma lá… Onde anda a livre concorrência e o mercado livre que tanto gostam de papaguear na TV?
    Só serve quando as marcas americanas vendem mais? Pois, isso já eu sabia…

    A mim não me vendem nenhum telefone dos EUA… Só quero Huawei e Xiaomi.
    Só não fui para o P40 pro porque não apanhei nenhum a bom preço.

    1. Avatar de SANDOKAN 1513
      SANDOKAN 1513

      A Xiaomi ?? Não,não leva.Isso lhe garanto.A administração Biden quanto a administração Trump nunca consideraram a Xiaomi uma ameaça.Essa é boa,não invente. 🙂

      1. Avatar de PorcoDoPunjab
        PorcoDoPunjab

        O grau de ameaça é consoante as vendas que tem.
        Se vende muito e põe em cheque marcas americanas, fica logo debaixo de olho.
        Aliás, já quiseram fazer o embargo à Xiaomi só que um Juíz lá do sítio disse que não podia ser… até poder.

  7. Avatar de Samuel MG
    Samuel MG

    Os EUA com isto vão lixar a Apple na China!!

    1. Avatar de Vítor M.

      Essa é uma “disputa” muito interessante. Levantas aí uma questão curiosa. No entanto, a Apple é uma das grandes empregadoras na China e uma cliente de muito biliões de dólares de muitas empresas. Ao passo que estas marcas chinesas nada fabricam nos EUA e não geram emprego (tudo muito residual). O prejudicar a Apple na China poderá significar a deslocação da mão de obra e das compras de chips/componentes para os países vizinhos, como Taiwan, Vietname, Singapura, Tailândia e para outro grande concorrente da China, a Índia. Ora isto pesa quando o Governo da República Popular da China pensa em colocar sanções às empresas americanas.

      1. Avatar de Samuel MG
        Samuel MG

        Não estou a falar de empregos mas sim em termos de clientes ou até a proibição da venda de produtos na China 🙂

        1. Avatar de Vítor M.

          Ok, mas agora imagina que a China proíbe a Apple de vender lá os seus produtos. O que achas que a Apple vai fazer?

          Para teres uma ideia, a China tem 42 lojas Apple Store. É o segundo país com mais lojas físicas. A Apple só aí emprega muita gente, agora imagina que fecham essas lojas 😉 achas mesmo que a China quer fazer isso?

          1. Avatar de Vitor Tavares
            Vitor Tavares

            Vitor M. eu até concordo que a China nem sequer pensa em “proibir” a comercialização de produtos da Apple na China.Mas não concordo que o motivo seja a Apple ter 42 lojas de vendas no País porque em termos de emprego essas 42 lojas nada representam num País (em termos populacionais) como a China. Representam muito é em termos produção…não em termos de distribuição e vendas!

          2. Avatar de Vítor M.

            Não é só as 42 lojas, claro que não. Sabes que a Foxconn foi classificada como maior exportador da China durante 10 anos consecutivos. Ainda é uma das principais empresas (com fábricas na China) no que toca à produção de eletrónica, os 3C. A Apple é um dos principais clientes da Foxconn. Além destes, a Apple tem uma cadeia de fornecedores interessante na China. A Luxshare Precision Industry, Lens Tech, Sunny Optical Tech Group, BOE Tech Group e mais uma mão-cheia deles. São muitos milhares, eventualmente milhões de postos de trabalho.

            O exemplo das lojas foi para dizer que além da cadeia de fornecedores, a Apple tem uma enorme cadeia de retalho no país, onde as lojas online e as físicas empregam muita gente. Portanto, tem fabrico e venda do produto final, assim como serviços de logística (entre outros).

            Nenhuma marca chinesa tem esta marca tão profunda na economia dos EUA.

          3. Avatar de Samuel MG
            Samuel MG

            Achas que a China quer lá saber da Apple. A Apple tem mais a perder que a China ou seja a maior parte dos clientes 60% são chineses. Imagina o que acontece se 60% do rendimento deixar de entrar!!

          4. Avatar de Vítor M.

            Não tenho dúvidas que a China quer saber. Porque um ataque à Apple seria erro crasso quer na economia interna quer na confiança do mercado perante o comércio mundial. E era um incentivo para as empresas americanas fazerem crescer o “concorrente” da China, a Índia. Isso a China não lhe interessa. O maior mercado da Apple não é a China, estás enganado. Ora vai ver qual é o maior mercado da Apple, o primeiro e o segundo 😉 60% 😀

          5. Avatar de Jorge Ribeiro
            Jorge Ribeiro

            O problema é esses países terem uma Foxconn e uma TSMC ou mesmo indústria para fazer Iphones, não é só abrir uma fábrica nova, é necessário ter o know-how e para níveis de produção exigidos pela apple só a china é que possui. Os EUA estão a fazer esta guerra, mas eles necessitam mais da china do que a china deles e não estou a falar só de telemóveis, roupa, e basicamente todo o setor primário está extremamente dependente da china, principalmente no que toca a comida.

      2. Avatar de David Guerreiro
        David Guerreiro

        O próprio Iphone 11 foi feito no Vietname. É possível que aconteça alguma deslocalização para outros países, a própria Foxconn anda a investir fora da China.

        1. Avatar de Vítor M.

          Sim, até no México, num programa de incentivos para trazer para solo americano estas fábricas. Trump criou um incentivo para a Apple e outras empresas apostarem em trazer os seus fornecedores para países “ao redor dos EUA” para produzirem lá os componentes. Mas…. vale o que vale. A Índia será eventualmente a próxima grande fábrica do planeta… dizem!

          1. Avatar de traumatologiaeortopedia.com.br
            traumatologiaeortopedia.com.br

            Só que com o crescimento das marcas chinesas, diminui essa dependência, e ao mesmo tempo, as pessoas estão comprando mais celulares. Pra mim é uma disputa de poder pelo 5G.

          2. Avatar de Vítor M.

            Sim, há uma disputa do 5G sim, mas por isso é que a Apple começou ano passado a apostar nesse área em toda a gama.

  8. Avatar de SANDOKAN 1513
    SANDOKAN 1513

    Se a Honor sofrer o mesmo tipo de sanções e ficar sem os serviços da Google é outra empresa que vai pelo cano abaixo,como o da sua casa mãe,a Huawei,que também foi,tal como a ZTE.

    1. Avatar de PorcoDoPunjab
      PorcoDoPunjab

      Não pense que a Huawei morreu.
      Está a moldar-se à nova realidade.
      Até acredito que venham mais fortes.
      Sinceramente nem percebo bem essa coisa de não ter Google.
      Na Store da Huawei tem quase tudo e o que não tiver pode arranjar-se por outros meios.
      Só não fui para outro Huawei porque o que queria estava fora do meu orçamento…

  9. Avatar de ZE
    ZE

    Anda biden… da lhe boas…

  10. Avatar de JCR
    JCR

    Keep going Biden, all chino phones are spy phones, so it’s mandatory to stop them all!

    1. Avatar de Mapril
      Mapril

      So now you scream for Biden? Trump no more?

  11. Avatar de Mapril
    Mapril

    Calma, isto é uma não notícia, pelo menos por enquanto é só uma proposta de um pequeno grupo de republicanos.