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“Está a beber pouca água”, dirá o futuro Apple Watch que poderá detetar níveis de hidratação

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Não é por acaso que o Apple Watch é o mais vendido smartwatch do mundo e que continua a ter uma importância fulcral na indústria dos vestíveis. Qualidade de materiais, software muito intuitivo e sensores dedicados à saúde e bem-estar do utilizador. É uma espécie de médico no pulso, que nos informa sobre muitos dos nossos sinais vitais.

Segundo alguns rumores, um próximo Apple Watch poderá monitorizar a hidratação do nosso corpo e alertar-nos para a necessidade de beber mais água.

Imagem Apple Watch com sensor de hidratação. beba água


Mais de 100 milhões de Apple Watch no mundo

De acordo com informações recentes, a Apple já vendeu mais de 100 milhões do seu smartwatch. Este dispositivo é o mais completo do mercado e tem atraído utilizadores pela sua qualidade na amostragem de informações de saúde.

Depois de tudo o que já foi colocado à disposição dos utilizadores, recursos que muitos atribuem o mérito de lhes ter salvado a vida, a Apple quer mais.

O próximo sensor que está no horizonte dos seguidores da marca é o sensor de monitorização de açúcar no sangue. No entanto, dizem os rumores, a Apple terá já desenvolvido tecnologia para monitorizar a hidratação corporal.

O rumor não sai do nada, a ideia suporta-se no pedido de patente que foi entregue pela Apple ao departamento americano de propriedade industrial.

Imagem de suposto Apple Watch Series 7 com sensor de temperatura

 

Apple Watch terá um sensor para medir a hidratação corporal

A patente intitulada “Hydration measurement with a watch” (Medição de hidratação com um relógio) inclui um sistema que permitirá ao Apple Watch conhecer a hidratação do nosso corpo através de um par de elétrodos em contacto com a nossa pele.

A tecnologia descreve que as técnicas tradicionais de monitorização da hidratação são invasivas, caras ou não confiáveis. Muitas delas exigem testes de uso único e amostras de fluidos.

O sistema da Apple, no entanto, é tão “confiável e elegante” quanto um par de elétrodos em contacto com a pele.

Ao medir as propriedades elétricas do suor com o qual o Apple Watch entra em contacto, pode determinar a hidratação do corpo. Esta informação pode ser fundamental nalguns treinos, para melhorar a performance desportiva, por exemplo.

Propriedades elétricas, como condutância elétrica, podem representar uma concentração de eletrólitos na transpiração, que por sua vez representa um nível de hidratação do utilizador.

Por exemplo, um alto nível de condutância elétrica da transpiração pode indicar uma alta concentração de eletrólitos e um baixo nível de hidratação. Por exemplo, um baixo nível de condutância elétrica da transpiração pode indicar uma baixa concentração de eletrólitos e um alto nível de hidratação.

Portanto, dito isto, pelo que podemos perceber, bastam alguns elétrodos, como os já presentes no relógio usados no ECG, para podermos saber o grau de hidratação.

Imagem Apple Watch para medir a pressão arterial

 

Sensores do ECG poderão servir para perceber se temos ou não de beber água

Devido à natureza do sistema, a monitorização da hidratação pode ser “realizada repetidamente, de forma eficiente e confiável, sem qualquer intervenção do utilizador”.

De acordo com a mesma patente, as informações obtidas podem ser usadas para nos dar feedback durante os treinos e recomendar beber mais ou menos água.

O nível de hidratação de um utilizador tem um impacto significativo na sua saúde. A desidratação pode prejudicar o desempenho e está associada a várias consequências prejudiciais à saúde, como insolação. Beber em excesso pode causar hiponatremia, fadiga, confusão, coma e até a morte.

A patente sugere que os elétrodos necessários para a análise do suor sejam colocados na bracelete do Apple Watch, embora seja fácil imaginar que eles também podem ser instalados no módulo sensor do próprio relógio.

A Apple nestas patentes nunca conta a ideia completa. Podemos lembrar-nos, por exemplo, que a empresa de Cupertino introduziu elétrodos semelhantes para poder realizar ECGs.

Portanto, não é absurdo pensar que com esta mesma configuração de elétrodo o Apple Watch pode ser usado para analisar a hidratação.

 

Mas virá já no Apple Watch 7?

Não é previsível, apesar de ser possível, se a técnica usar já sensores existentes para outras funcionalidades. No entanto, o facto de a Apple ter registado esta patente não significa necessariamente que veremos este sensor a materializar novas funcionalidades já no Apple Watch Série 7.

O que mostra é um crescente interesse da Apple no foco do Apple Watch na saúde. Isto poderá ter de amadurecer e só mais daqui a uns anos veremos a tecnologia a sair para o mercado.

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Comentários

15

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  1. Avatar de maroisegi
    maroisegi

    Vai chegar ao ponto que vai ser o relogio a dizer que já esta a viver muito e é hora de morrer….

  2. Avatar de lapizazul
    lapizazul

    lol… Esta treta da hidratação há muito que foi desmistificada e não foi mais que uma jogada de publicidade para vendar àgua engarrafada.

    1. Avatar de Vítor M.

      Doutor, olhe que não, olhe que não.

      http://www.fpcardiologia.pt/a-importancia-da-agua-para-a-saude/

      Passaste ao lado de uma grande carreira. 😉

        1. Avatar de Vítor M.

          Lol um estudo de 2007 e um artigo de opinião. 😀 não tens nada melhor e mais recente? É que vai a caminho de 15 anos esse estudo.

    2. Avatar de ToFerreira
      ToFerreira

      Sim, é um mito, mas no artigo também é referido que “Beber em excesso pode causar hiponatremia, fadiga, confusão, coma e até a morte.”

      A ideia seria o watch avaliar o nível de desidratação e possível necessidade de água.
      É claro que normalmente o mecanismo da sede é o melhor indicador da necessidade de água.

      1. Avatar de Vítor M.

        Ele não leu, esquece. Bastou dizer Apple Watch e ficou logo ofuscado.

      2. Avatar de Miguel Ferreira Pinto
        Miguel Ferreira Pinto

        Para atingir o ponto de excesso de água tinha que beber alguns 10 litros num dia, no mínimo, e mesmo assim poderiam ser precisos alguns dias consecutivos para atingir os efeitos secundários nocivos.

  3. Avatar de Ruca
    Ruca

    Esses valores não se medem com um sensor no pulso. Que grande aldrabice que para aí vai. Qualquer dia são obrigados a meter a viola no saco, tal como a Zeiss com as suas lentes antivírus.

    1. Avatar de ToFerreira
      ToFerreira

      Porque não?

    2. Avatar de Miguel
      Miguel

      Hehe esse Dr. Mike que aparece nessa publicidade é o mesmo que andou a fazer publicidade a um certa marca de máscaras que dizia que matava o vírus, e aparece na SIC como expert. O que não faltam é Dr. Mikes nesta vida!

  4. Avatar de art
    art

    Beber água ? Cá para mim o pessoal vai mas é beber tintol , cerveja e outras coisas……Há uma forma muito mais simples . Basta olhar para a cor da urina…

    1. Avatar de ToFerreira
      ToFerreira

      A cor da urina pode enganar.

  5. Avatar de Jaime Miguel
    Jaime Miguel

    Enquanto andarem a apostar em sensores em cima de sensores e a porra do relógio ter a autonomia de um dia não me apanham la. De facto é muito completo, funciona…. Mas ao fim de 6 gerações continuarem com 18-24 h de autonomia já acho que é gozo, face à concorrência. Já tive o 3 e o 4 e deixei me deles por isso.

  6. Avatar de R!cardo
    R!cardo

    Esse sensor deve ser tipo os sensores das balanças meio inteligentes, bebo 3L de água por dia e mesmo assim diz que estou com falta de água