Ciência

As diferentes partes do seu corpo estão a envelhecer a ritmos diferentes, segundo estudo

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Ainda que pensemos no envelhecimento como um processo uniforme, que ocorre ao mesmo tempo, uma nova investigação sugere que as diferentes partes do corpo, como os órgãos, envelhecem a ritmos diferentes.

Envelhecimento de um órgão


Estudos recentes destacam como o envelhecimento dos órgãos diverge. Isto significa que, embora a idade cronológica avance de forme uniforme, a biológica pode variar significativamente.

Por exemplo, o seu coração pode funcionar como o de uma pessoa muito mais velha, enquanto o seu cérebro pode permanecer impressionantemente jovem. Esta discrepância é motivada pelas alterações moleculares exclusivas de cada órgão.

Os cientistas desenvolveram ferramentas avançadas como “relógios de envelhecimento”, de modo a medir a idade biológica. Estes analisam marcadores proteicos em amostras de sangue provenientes de órgãos específicos.

Ao estudar os marcadores, os investigadores podem identificar como os órgãos envelhecem e se alguém é, por exemplo, um “heart ager” ou um “brain ager”.

 

Processo divergente pode ter consequências graves

Um coração envelhecido prematuramente pode aumentar o risco de insuficiência cardíaca até 250%. Da mesma forma, as pessoas com cérebros “velhos” têm três vezes mais probabilidades de desenvolver a doença de Alzheimer.

Por outro lado, os indivíduos com cérebros jovens têm menos probabilidade de sofrer de demência e tendem a viver mais tempo.

Mulher a regar um homem, com mini regador

Além disso, a forma como os nossos órgãos envelhecem parece estar interligada. Segundo os investigadores, num estudo recente, o envelhecimento precoce num órgão pode libertar substâncias bioquímicas que podem acelerar o processo noutros.

 

Estudar o envelhecimento de cada órgão pode melhorar a qualidade de vida

Estas conclusões sugerem que visar as partes do corpo que envelhecem rapidamente pode potencialmente retardar o envelhecimento em todo o corpo.

Ao identificá-las mais rapidamente, os cientistas poderão adaptar as mudanças no estilo de vida ou os tratamentos médicos, com o objetivo de atrasar o processo.

De facto, um futuro em que gerimos o processo de envelhecimento órgão a órgão poderá melhorar não só o tempo, mas a qualidade de vida.

 

É improvável que as pessoas vivam até aos 100 anos, apesar da melhoria das condições de vida

Autor: Ana Sofia Neto
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Comentários

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  1. Avatar de PorcoDoPunjab
    PorcoDoPunjab

    Por acaso, apesar de estar quase nos 60 , algumas partes parece que estão nos 25….
    Mas eu trato-me bem.

    1. Avatar de trolha333
      trolha333

      Fazes bem em não descurar a vitamina B7… unhas e cabelos querem-se fortes!
      Parabéns! 😉