Será que o Pplware poderia deixar passar ao lado a análise de um dos smartphones mais badalados do mercado? É claro que não. Foi com muito prazer que aceitei a proposta de análise do modelo mais recente da família iPhone, generosamente cedido pela Vodafone.
Não pretendo que esta seja mais uma análise no meio de tantas outras e por isso passei 2 semanas, 24h por dia a utilizar o iPhone e todas as suas potencialidades, admirando as suas grandes qualidades, mas também dissecando os seus defeitos. Quero acima de tudo desmistificar todo o hype à volta deste gadget e mostrar porque é que o devem comprar, ou porque é que o devem evitar.
Na vida tudo é um compromisso e por isso leia a minha análise pessoal e tire as suas próprias conclusões.
Começo desde já por “avisar” os nossos caros leitores acerca do que podem esperar desta análise. Esta é uma análise extensiva e pormenorizada de um equipamento móvel bastante dispendioso (ver planos) e que se posiciona no mercado de alta gama. Como tal, considero que um potencial comprador pretenderá saber o máximo acerca de uma máquina como esta, antes de partir para a compra.
Quero ainda clarificar que apenas analisarei o iPhone em si e todas as aplicações que este traz de origem. Aplicações úteis e que aumentam largamente as possibilidades desta máquina serão analisadas noutra altura, por uma questão de organização.
Vamos então começar, olhando primeiramente para as especificações técnicas do iPhone 3GS.
Especificações técnicas
- Dimensões: altura 115,5 mm; largura 62,1 mm; profundidade 12,3 mm
- Peso: 135 gramas
- Cor: branco ou preto
- Capacidade: 16GB/32GB (o modelo analisado era de 32GB)
- Redes sem fios: UMTS/HSDPA, GSM/EDGE, Wi-Fi (802.11b/g), Bluetooth 2.1 + EDR
- Localização: GPS e bússola digital
- Bateria: iões de lítio integrada recarregável através de USB ou de adaptador de corrente
- Autonomia de conversação: até 12 horas em 2G, até 5 horas em 3G
- Autonomia em espera: até 300 horas
- Utilização da internet: até 5 horas em 3G, até 9 horas em Wi-Fi
- Reprodução de vídeo: até 10 horas
- Reprodução de áudio: até 30 horas
- Ecrã: multi-toque panorâmico de 3,5 polegadas (na diagonal)
- Resolução: 480×320 píxeis, a 163 píxeis por polegada
- Revestimento: oleofóbico resistente a impressões digitais
- Formatos áudio suportados: AAC, AAC protegido, MP3, MP3 VBR, Audible (formatos 2, 3 e 4), Apple Lossless, AIFF e WAV
- Formatos vídeo suportados: vídeo H.264, até 1,5 Mbps, 640×480 píxeis, 30fps, .m4v, .mp4 e .mov
- Câmara fotográfica e de vídeo:
- 3 megapíxeis de resolução fotográfica
- Auto-focus, tocar para focar
- Gravação de vídeo a 640×480 até 30fps com áudio
- Georreferenciação de fotografias e vídeo
- Sensores: acelerómetro, sensor de proximidade, sensor de luz ambiente
Ver aqui as especificações técnicas completas.
Abertura da embalagem
Depois de conhecidas as especificações técnicas, chega a hora de abrir a embalagem pela primeira vez. Não é segredo nenhum o facto da Apple se distinguir sistematicamente pelas suas embalagens tão simples, pequenas e elegantes, aquando a compra dos seus produtos. Estas características acabam por contribuir não só para a expectativa do comprador mas também para a ideia de simplicidade transmitida pelo seu interior.
Ao abrir a embalagem deparar-se-á com o iPhone comodamente acondicionado no topo da mesma e por baixo deste encontram-se os acessórios. Pode contar com o conjunto constituído por:
- iPhone
- Auriculares com controlo de volume e de voz
- Cabo USB
- Adaptador USB para a corrente
- Manual de iniciação rápida
Antes de iniciar a viagem pelo software do iPhone, acho importante analisar e realçar alguns aspectos físicos desta máquina da Apple.
https://videos.sapo.pt/kmmsNopwMumHwDBliod3
Qualidade de fabrico
O iPhone é um smartphone robusto, contribuindo para isso a sua qualidade e especificidade de construção. A Apple parece não valorizar as baterias removíveis, tanto nos seus MacBooks mais recentes como em iPods e mais recentemente, no iPhone.
Esta é uma clara desvantagem face à concorrência, dado que se torna necessário devolver o aparelho à Apple sempre que se pretende substituir a bateria. Por outro lado, este facto também poderá ser uma mais valia, se observarmos a solidez do dispositivo que se apresenta como uma peça única, sem qualquer tipo de encaixe ou tampa, propícia a acidentes menos agradáveis decorrentes de quedas.
Resistência a adversidades físicas
Durante 2 semanas, posso dizer que o iPhone andou “despido” à mercê das adversidades físicas do dia a dia, seja dentro da minha mala em contacto com outros objectos, dentro do meu bolso das calças ou simplesmente sobre alguma superfície. Por estas razões, creio estar em condições de o esclarecer quanto à resistência física desta máquina.
Relativamente a riscos no ecrã: invisíveis, eu diria mesmo inexistentes. É impressionante a resistência a riscos tanto do ecrã como da parte traseira (negra) do iPhone. Notam-se realmente arranhadelas apenas nos cromados, o que é compreensível. À vista desarmada, são indetectáveis, mas como pode observar na fotografia seguinte, com uma boa focagem, é possível detectá-las.
Relativamente às tão malfadadas dedadas, posso dizer que fiquei agradavelmente surpreendida por um lado e desiludida por outro. Passo a explicar. Imagine-se com as mãos minimamente limpas, apenas com a gordura natural da pele. Não vai causar nem uma dedada no ecrã do iPhone. Completamente invisíveis.
Por outro lado, imagine que tem agora a mão ligeiramente suada. A gordura dos dedos nesta altura torna-se incomodativa no ecrã, tornando-se ainda mais flagrante sob a luz directa do sol. E não há limpadela na ganga das calças que o salve! Terá de pegar num pano levemente humedecido e limpar com cuidado o ecrã.
A parte de trás do iPhone, essa sim, é extremamente sensível a dedadas, seja qual for o grau de gordura dos dedos, como pode observar na seguinte fotografia.
Não existe ainda qualquer tipo de protecção para a câmara, o que pode representar um problema para os mais descuidados. No entanto, a lente da mesma pareceu-me bastante resistente a arranhadelas, à semelhança do ecrã do smartphone. A posição demasiado extrema da câmara, muito perto dos limites da máquina, poderá vir a ser um problema, como poderão comprovar quando testarem a câmara, já utilizando o software do iPhone.
Entradas e saídas
Neste campo a Apple continua a não perder: simplicidade. Mas claro, sem nunca colocar em causa a funcionalidade. Poderia ter juntado ambas numa única ficha de entrada/saída, mas preferiu, e muito bem, apresentar uma ficha 3.5mm para ligar os auriculares com microfone e controlo multimédia. Escusado será de dizer que esta entrada é compatível com quaisquer headphones disponíveis no mercado.
A outra ficha destina-se tanto à ligação do iPhone ao computador, como à ficha eléctrica. E como conseguem isto? O cabo que liga ao iPhone tem uma ficha específica, mas a outra extremidade é uma ficha USB normalíssima que encaixa perfeitamente numa porta USB do seu computador. Este cabo serve essencialmente para sincronizar e organizar os seus ficheiros multimédia através do iTunes. E não só. Pode ainda, enquanto sincroniza, carregar a bateria do seu iPhone.
Mas não pense que apenas poderá carregá-lo ligando-o ao computador, embora não exista um cabo de alimentação específico, a Apple fornece um adaptador que recebe a ficha USB e liga-a directamente à ficha eléctrica. Poupam-se tanto cabos como espaço.
É importante ainda referir a qualidade das colunas de som embutidas: satisfatória. Para os sons normais do iPhone é mais que suficiente. Para altifalante externo quando se reproduz música no modo iPod, é notória a distorção dos agudos, mesmo comparando com telemóveis de gama bem mais baixa.
Botões físicos
O iPhone possui 4 botões principais, para ligar/desligar o telemóvel/ecrã, botão de volume e botão Início.
- Botão espera – O botão do topo e que permite ligar e desligar o ecrã, para poupar bateria e colocar o iPhone em modo de espera. No entanto, se premir esta tecla durante alguns segundos pode ligar ou desligar completamente o iPhone. Ponto a favor do sistema de bloqueio de “teclado”: quando o iPhone desliga automaticamente ou manualmente o ecrã e se tenta “acordá-lo” de novo, ou mesmo quando se liga ou desliga totalmente o iPhone, o sistema de desbloqueio/confirmação não poderia ser mais intuitivo. Trata-se de um pequeno slider que, com a ajuda do dedo, permite confirmar a acção pretendida.
- Botão volume – Botão que permite sem surpresas, aumentar ou diminuir o volume tanto do altifalante interno, usado numa chamada, como do altifalante externo ou saída para headphones quando se ouve música por exemplo.
- Botão silêncio – Botão a meu ver, de uma utilidade extrema. Uma coisa que achei engraçada: o iPhone não tem perfis de utilizador, com o seu próprio toque, opções de vibração, volume, etc. Tem apenas um parâmetro que coloca o smartphone totalmente com ou sem som. E este botão silêncio tem apenas essa função. Calar completamente o iPhone de qualquer som indesejado.
- Botão início (Home) – Este botão tem uma série de funções atribuídas, desde “acordar” o iPhone em modo de espera como, se não a mais importante, visualizar o ecrã principal do iPhone, repleto de ícones. Mais à frente explicarei o papel crucial que este botão desempenha na “alternância” entre aplicações.
Índice:
- Página 1 – O Hardware: Especificações, Embalagem, Qualidade, Entradas/Saídas, Botões
- Página 2 – A primeira configuração: iTunes, Modo de Espera, Menu Principal, Spotlight, Controlo por Voz, Copiar, Cortar, Colar e Posicionar
- Página 3 – As aplicações: Telefone, Mail, Safari, iPod, Mensagens, Contactos
- Página 4 – As aplicações: Calendário, Fotografias e Câmara, Youtube, Mapas, Meteorologia
- Página 5 – As aplicações: Dictafone, Notas, Calculdora, Relógio, Bolsa, Bússola, iTunes, App Store, Definições
- Página 6 – Prós & Contras e Veredicto Final






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