Um smartphone de outra galáxia!
Já aqui foi dito por diversas vezes, e está à vista de todos, que o mercado dos smartphones está ao rubro, e é fantástica a velocidade com que a tecnologia evolui nestes aparelhos tão pequenos, mas tão potentes.
Um dos grandes impulsionadores do mercado nos últimos tempos tem sido a Samsung, tendo-se tornado um dos maiores players da actualidade, não só no mercado dos smartphones, mas em diversas áreas tecnológicas. E mesmo tendo alcançado bastante sucesso entre os utilizadores dos seus smartphones, a Samsung continua na vanguarda da evolução tecnológica, pretendendo alcançar ainda mais sucesso coms os seus produtos. Nesse sentido, apresentamos aqui no PPLWARE a última bomba lançada pela marca, o Samsung Galaxy S II!

Se não viu as notícias da apresentação deste smartphone de topo da Samsung há aproximadamente 3 semanas, poderá ver aqui a apresentação, e aqui a preview que já foi feita aqui no PPLWARE.
Não há qualquer dúvida que o Samsung Galaxy S foi um caso de sucesso no mundo dos smartphones, particularmente entre os dispositivos com o sistema operativo Android, e o seu sucessor, o Galaxy S II, pretende continuar o reinado, apresentando características de um verdadeiro líder de mercado.
Já nas primeiras impressões tinha dito, e volto a referir, que das primeiras sensações ao pegar no Samsung Galaxy S II é que se trata de um smartphone muito trabalhado, e com selo de sucesso! A Samsung investiu muito neste equipamento, e lançou para o mercado uma verdadeira máquina de topo, digna de estar no top dos melhores e mais potentes smartphones da actualidade.
Especificações Técnicas
Caixa e Acessórios
O conteúdo da caixa recebida é o seguinte:
- Smartphone Samsung Galaxy S II;
- Carregador;
- Manual com instruções básicas;
- Cabo USB para Micro USB (ligação ao PC);
- Auriculares.
Como já tiveram a oportunidade de ver no artigo das primeiras impressões, este telefone vem numa caixa bastante elegante, simples, sem espaço ou plásticos/cartão desnecessários, tendo apenas as dimensões necessárias para que caibam no seu interior, muito bem acomodados, os acessórios referidos acima. Começa já a ser um hábito algumas marcas venderem os seu produtos neste tipo de embalagens, simples e discretas, havendo até desta forma uma preocupação com o ambiente.
Embora já tenha sido apresentado, deixo-vos novamente o vídeo do unboxing:
É sem dúvida um excelente terminal, que “enche o olho” mal sai da caixa, antes mesmo de ser ligado. Como já referi, nota-se que não é um smartphone qualquer, e que mereceu bastante atenção por parte da Samsung.
O carregador de tomada que acompanha o Galaxy S II tem as já habituais características vistas noutros equipamentos: ligação ao equipamento por tomada micro USB, respeitando a norma Europeia, funciona entre 100 e 240 V em frequências entre os 50 e 60 Hz, com output de 5,0 V e 700 mA (0,7 A). Tem um cabo com aspecto bastante robusto, característica importante neste acessório, visto ser por vezes aquele que sofre mais no uso diário.
Os auriculares têm uma boa qualidade de som, tanto para ouvir música como para fazer chamadas, permitindo ouvir bem a voz da ou das pessoas do outro lado. Surpreenderam-me principalmente quando ouvi música com eles, pois possuem um som bastante agradável, com bons graves, sem distorções incomodativas, mesmo com o volume no máximo. Como é normal, possuem um botão para atender e desligar chamadas.
Tratam-se de auscultadores in-ear, e vêm acompanhados de dois pares de borrachas de substituição, existindo assim três pares de borrachas, todos de tamanhos diferentes.
Quanto aos cabos incluídos na embalagem, o Samsung Galaxy S II apenas trás consigo o clássico cabo micro USB para ligação a um computador.
Neste ponto penso que a Samsung poderia ser mais generosa, e incluir também com este terminal um cabo que permitisse a ligação por HDMI a outro dispositivo, como um monitor, televisão ou projector. O Galaxy S II está equipado com a interface Mobile High-Definition Link (MHL), que foi há dias muito bem apresentada pelo Pedro Pinto, o que torna a porta Micro USB numa porta 2 em 1, permitindo a ligação de dados por USB a um computador, e permitindo a ligação a um dispositivo externo por HDMI. Posto isto, e sendo o telefone capaz de transmitir imagens por HDMI, seria um ponto a favor da Samsung a inclusão do respectivo cabo adaptador.
Características Principais
Este foi sem dúvida o telefone mais potente que tive até hoje nas minhas mãos, e um dos que mais prazer me deu usar. Asseguro-vos que é uma experiência fantástica desde o primeiro contacto. Esta máquina é, passo a expressão, “pau para toda a obra”, capaz de realizar qualquer tarefa, em qualquer ambiente e qualquer situação, sempre com nota 20. Talvez a única coisa que lhe falte seja funcionar debaixo de água, e tirar cafés! 😀
Mas avançando, e falando de coisas mais concretas, há diversas características neste smartphone que saltam à vista e impressionam logo no primeiro contacto, é difícil até saber por onde começar.
Uma das características mais impressionantes deste Galaxy S II é sem dúvida o seu ecrã. A excelente qualidade de um ecrã Super Amoled Plus, aliada ao às suas fantásticas dimensões, 4,3 polegadas, faz com que este smartphone ofereça uma qualidade de imagem excelente, num dos melhores ecrãs no mercado. Um ecrã destes, num dispositivo com este poder de processamento, oferece possibilidades enormes no uso deste telefone, e alarga, literalmente, os seus horizontes.
Seja no uso regular, seja na navegação na internet, na visualização de fotos tiradas no próprio dispositivo, a jogar ou mesmo na visualização de filmes importados a partir de um computador (ou até simplesmente no youtube), este ecrã Super Amoled Plus de 4,3” é capaz de deixar qualquer um de boca aberta. Consegue-se uma experiência excelente e muito rica ao usar este ecrã para qualquer tarefa. É um dos pontos mais positivos e mais fortes que o Galaxy S II tem.
Embora o Samsung Galaxy S II possa parecer, à primeira vista, um “tijolo”, pois tem umas dimensões consideráveis, necessárias para albergar um ecrã tão grande, engane-se quem assim pense. A sua reduzida espessura faz com que a sua altura e largura fiquem camufladas, tornando o Galaxy S II num smartphone bastante elegante, e até fácil de transportar no bolso das calças, não sendo de forma alguma incomodativo.
Aliado a isto está ainda o seu reduzido peso, resultado da opção da Samsung em utilizar maioritariamente plástico na construção deste seu novo dispositivo. A utilização deste material permitiu manter um baixo peso, ajudando à “elegância” deste smartphone.
No entanto, esta característica levanta algumas questões, como a robustez e durabilidade de um dispositivo assim construído, tendo este que estar apto a resistir a diversas situações que possam surgir nos ambientes em que pode ser utilizado.
Em cima é possível ver a espessura deste telefone, quando em comparação com um iPod Touch 4G e um iPhone 3GS. É realmente bastante fino, tornando-o num equipamento elegante e confortável de transportar, mesmo tendo dimensões elevadas (largura e altura).
Pela minha experiência nestas 3 semanas de uso do Samsung Galaxy S II, nada tenho a apontar à sua qualidade de construção, ou mesmo à qualidade dos materiais utilizados. Não notei qualquer folga entre as várias peças que constituem o telefone, nem qualquer imperfeição, sendo todos os acabamentos bastante bons.
Não existe qualquer risco profundo no ecrã, estando este impecável, quase como quando saiu da caixa (e note-se que teve um uso perfeitamente normal, embora nunca tenha sofrido qualquer queda, andou sempre nos bolsos, em cima da secretária virado para cima e para baixo, sem qualquer tipo de cuidado especial ou qualquer protecção adicional).
São apenas perceptíveis, com alguma dificuldade, 2 ou 3 (muito) pequenos e leves riscos (tão pequenos que são, que passei 10 minutos a tentar fotografá-los, sem sucesso). É possível ver o maior deles na foto acima, quase imperceptível.
As únicas marcas de uso que tem ao fim de 3 semanas de uso diário e intensivo, são quase imperceptíveis, e são resultantes do pousar e deslizar em cima das mesas e secretárias, o que deixou uma pequena marca de desgaste na parte traseira do telefone, na zona inferior. Como disse, é quase imperceptível, e só reparei nestas marcas porque fui à procura delas.
Outra das características que se destaca neste smartphone, é a sua velocidade. Com um poderoso processador dual-core a 1.2 GHz, o Galaxy S II não é rápido, é rapidíssimo! Durante a utilização que lhe dei não notei, em nenhuma situação, qualquer tipo de lag, quebras em transições de ecrãs, lentidão, ou qualquer outro ponto negativo, tendo o Galaxy S II mostrado sempre uma velocidade tremenda, uma fluidez excelente, como nunca tinha visto num dispositivo a correr Android. Mais à frente na análise poderão ver com mais pormenor e comprovar a velocidade e fluidez do sistema operativo a correr nesta máquina.
Hardware
O Samsung Galaxy S II é um telemóvel bastante bem constituído, com um design atractivo, muito agradável ao toque, e bastante elegante. Embora seja constituído maioritariamente por plástico, como já foi referido neste artigo, não é por isso que é um dispositivo de aspecto frágil, ou que transmita pouca confiança. Muito pelo contrário, depois de ter usado o Galaxy S II durante este tempo, achei que é um telefone bastante bem construído, sem folgas ou imperfeições nos acabamentos, tendo até aspecto de bastante robusto (nunca tão robusto como se fosse construído em alumínio, mas ainda assim sem razões para lhe “apontar o dedo”).
Na zona frontal, acima do ecrã, encontram-se os sensores de proximidade e luminosidade, e a câmara frontal de 2 MP para videochamada. É também aqui que está a coluna usada para as chamadas telefónicas.
Na zona inferior, encontra-se um botão físico central, utilizado para voltar ao ecrã principal ou para activar o multitask, de forma a alternar rapidamente entre aplicações. Além deste botão, existem ainda dois outros botões sensíveis ao toque, visíveis apenas quando accionados. Do lado esquerdo, o botão de menu, e do lado direito o botão para retroceder.
Na zona superior do telefone, encontram-se simplesmente a entrada jack 3,5 mm, para ligação dos auriculares, e um microfone, usado na gravação de som quando se usa a câmara de filmar, ou em aplicações específicas que recorram ao uso do microfone.
Na parte inferior encontra-se o microfone utilizado em chamadas telefónicas, e a entrada micro USB, utilizada para carregar o aparelho, seja ligado a uma tomada de corrente eléctrica, ou ligado a um computador, para ligação de dados, ou para ligação a um dispositivo externo por HDMI, usando a tecnologia MHL (Mobile High-Definition Link).
No lado esquerdo encontra-se um único botão de controlo de volume, que toma a função de controlador de zoom quando se usa a câmara fotográfica ou de vídeo.
Do lado direito também se pode ver apenas uma tecla, usada para ligar e desligar o telefone, colocá-lo em modo de stand-by, ou aceder a outras funções quando pressionado durante uns segundos.
Na traseira do Galaxy S II encontram-se, em cima, a câmara de 8 MP, com flash LED, e em baixo, a coluna de som. Aqui encontra-se a tampa amovível (remover esta tampa pode ser um verdadeiro desafio nas primeiras vezes).
Quando se retira a tampa traseira, fica à vista a bateria de 1650 mAh, o slot do cartão SIM, acessível sem retirar a bateria, e o slot de cartões micro SD, acessível apenas quando se retira a bateria. Aqui encontra-se um dos pontos negativos deste smarpthone, pois com uma memória interna já razoável, o cartão micro SD serviria para um mais fácil movimento de dados, como documentos, fotografias e vídeos, e estando o cartão micro SD num local inacessível sem a remoção da bateria, torna mais fácil e prático a ligação do cabo a um computador que a remoção do cartão para a transferência de ficheiros para o computador.
Concluindo, em relação à construção deste smartphone, não há nenhum ponto negativo a apontar. Como já referi mais que uma vez, o facto de ser um dispositivo construído na sua maioria com plásticos não indica que seja um equipamento mal construído, ou frágil. Na verdade, achei-o bastante bem construído, sem folgas, sem ranhuras que acumulem pó, com bons acabamentos, leve (consequência do uso de plásticos) e de aspecto robusto. No entanto, as três semanas que usei o Galaxy S II não são, como é óbvio, suficientes para avaliar correctamente a robustez deste telefone, e apenas um uso prolongado (por exemplo, 1 ano) poderá mostrar como se portará a longo prazo.
Ecrã
Este é sem dúvida um dos pontos mais positivos no Galaxy S II. O ecrã que acompanha este smartphone é simplesmente fenomenal. O Super Amoled Plus, com umas generosas dimensões de 4,3 ”, e com uma resolução de 480 x 800 pixels, torna a utilização deste telefone uma experiência muito agradável, com nota 10 em todas as tarefas. É excelente para navegar na internet, é excelente para ver filmes, é excelente para ler, para jogar, para ver fotos, excelente em tudo. A qualidade de imagem é muito boa, as cores muito agradáveis, notando-se alguma evolução em relação ao seu atecessor, Galaxy S, as dimensões são excelentes… e podia continuar aqui a lançar elogios que nunca mais me calava.
Uma coisa que testo sempre nos ecrãs dos smartphones é o seu comportamento quando expostos directamente à luz solar. Este Galaxy S II portou-se bem neste teste, e embora não possua o ClearBlack Display presente no Nokia E7, é perfeitamente utilizável em ambiente exterior com muita luz.
Resumindo, dos melhores ecrãs que já vi num smartphone. A Samsung apostou forte, e apresentou um rival que faz frente ao retina display do iPhone 4, da Apple.
Câmara
O Samsung Galaxy S II traz consigo uma espectacular câmara de 8.0 MP, com capacidade de gravação de vídeo a 1080p (Full HD), a 30 fps. Esta câmara é fantástica, em praticamente todos os aspectos. Foi-lhe feito um teste exaustivo, e foi capaz de substituir a minha máquina fotográfica durante um fim de semana inteiro, e fiz com ela uma quantidade considerável de fotografias e vídeos.
Esta câmara está acompanhada de um flash LED, permite autofocus (que considero bastante importante), touch focus, georeferenciação, detecção de rosto e sorriso e estabilizador de imagem. Como já disse, achei a câmara fotográfica excelente, capaz de tirar excelentes fotografias em variados ambientes, com muita luz, pouca luz, completamente no escuro, ao perto, ao longe, enfim, em praticamente qualquer situação.
O único ponto negativo que encontrei, foi o facto de o disparo ser um pouco lento, o que torna muito difícil por vezes capturar imagens em que há algum movimento. A título de exemplo, é uma tarefa extremamente complicada tirar uma fotografia a um bebé de 2 anos, sendo quase impossível obter resultados satisfatórios, pois a criança é sempre mais rápida fugir que o disparo da câmara fotográfica.
Quanto à gravação de vídeo, os resultados que obtive foram igualmente satisfatórios, em diversos ambientes diferentes. Em ambientes com pouca luz há a possibilidade de ligar permanentemente o flash, permitindo dessa forma obter resultados bastantes bons.
O Samsung Galaxy S II possui ainda uma câmara frontal de 2MP, para videochamadas. Mais à frente nesta análise será feita novamente referência à câmara, com apresentação de alguns resultados obtidos em diferentes ambientes.
Bateria / Autonomia
Um ponto importante, e sobre o qual havia alguma expectativa, é a autonomia desta bomba da Samsung. Como foi pedido por alguns leitores quando foi feita a apresentação deste smartphone, tive em especial atenção neste ponto. A verdade é que não era tarefa fácil manter uma boa autonomia num equipamento com estas características. Por maior que fosse a capacidade da bateria, um processador com esta potência e um ecrã como o que o Galaxy S II traz são grandes gastadores de energia.
Durante o tempo em que utilizei o Samsung Galaxy S II, a bateria conseguiu sempre chegar ao final do dia. Por vezes ainda com alguma carga, outras já quase sem carga, dependendo do uso ao longo do dia. No entanto, e mesmo quando chegava ao final do dia com alguma carga, liguei sempre ao carregador durante a noite, pois se não o fizesse não daria, com toda a certeza, para outro dia de utilização.
É difícil dar um tempo de autonomia nestes equipamentos, pois estão sempre dependentes da utilização que cada utilizador lhe dá. Para a utilização que lhe dei, com ligação de dados sempre ligada, duas contas de email sincronizadas, algumas chamadas, escrita de alguns emails, muitas SMS’s, WiFi ligado algumas horas, alguma navegação na internet, ocasionalmente ligando o GPS e jogando uns minutos por dia, a bateria dura para um dia. Como já disse, mesmo que se chegue com, por exemplo, 40 % de nível de bateria ao final do dia, o melhor é por a carregar durante a noite, pois não a bateria não iria aguentar para mais um dia completo de utilização.
Para uma utilização muito intensiva, o melhor é aproveitar todas as oportunidades para colocar a bateria a carregar, ligando a um computador ou a uma tomada por perto, ou mesmo ao isqueiro do carro. Para uma utilização menos intensiva, possivelmente com reduzida utilização da ligação de dados e WiFi, acredito que a bateria seja capaz de fazer facilmente 2 dias de utilização.
Resumindo, podem contar com 1 dia de autonomia, ou seja, desligar do carregador de manhã e voltando a ligar à noite, aproveitando durante o dia para ligar ao computador quando se estiver a utiliza um. O facto de ter um autonomia tão reduzida não pode, a meu ver, ser considerado um ponto negativo. Neste tipo de aparelhos é já um dado adquirido que não conseguirão autonomias muito impressionantes.
Memória
Em relação à memória do Samsung Galaxy S II, existem 2 modelos em comercialização, um com 16 GB de memória interna, e outro com 32 GB. Ambos são expansíveis recorrendo à utilização de um cartão micro SD, podendo ser utilizados cartões até 32 GB. Como já referi, a localização do slot do cartão micro SD poderá não ser a melhor, pois complica bastante a tarefa de retirar o cartão para uma fácil transferência de ficheiros de ou para um computador, pois é necessário retirar a bateria para retirar o cartão de memória.
Índice
Página 1 – Especificações técnicas, Abertura da caixa e Hardware
Página 2 – Testes à Câmara e Benchmarks
Página 3 – O Sistema Operativo e a Interface
Página 4 – As aplicações
Página 5 – Prós & Contras e Conclusões







































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