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Apple tem uma ótima opção para evitar ficar para trás no domínio da IA: comprar a Anthropic

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A recente colaboração entre a Apple e a Anthropic para o desenvolvimento de uma plataforma de programação assistida por inteligência artificial (IA) poderá transcender uma mera parceria tecnológica. Este movimento pode ser interpretado como o início de uma união mais profunda: uma potencial aquisição.


O dilema na corrida pela IA

A Apple encontra-se numa encruzilhada decisiva no que toca à IA. A sua alegada parceria com a Anthropic, visando integrar o modelo Claude Sonnet no Xcode, sugere que o desenvolvimento interno de IA da empresa poderá não estar a progredir ao ritmo necessário para competir eficazmente.

O projeto Swift Assist, anunciado mas nunca concretizado, tornou-se um exemplo das dificuldades que a Apple enfrenta para se afirmar neste domínio de forma autónoma. Com concorrentes como a OpenAI, a Google e a própria Anthropic a inovar a grande velocidade, a Apple corre o risco de perder relevância na maior transformação tecnológica desde a emergência do smartphone.

Uma eventual aquisição da Anthropic representaria um abalo sísmico para ambas as entidades:

  • Para a Apple, significaria garantir o acesso a um dos modelos de linguagem mais avançados disponíveis, com particular destaque para tarefas relacionadas com programação.
  • Para a Anthropic, constituiria o apoio de uma das gigantes tecnológicas com maior robustez financeira e alcance global.

A combinação da mestria da Apple em hardware e integração de software com a vanguarda da Anthropic em IA geraria uma sinergia dificilmente replicável no mercado atual.

O histórico de aquisições estratégicas da Apple

Historicamente, a Apple tem demonstrado capacidade de prosperar através da aquisição de tecnologias críticas em momentos cruciais, integrando-as de forma coesa no seu ecossistema:

  • A compra da P.A. Semi em 2008 foi fundamental para o desenvolvimento dos processadores Apple Silicon.
  • A aquisição da Beats não se limitou aos auscultadores, mas foi crucial pela tecnologia de streaming que deu origem ao Apple Music.

A IA representa agora um novo ponto de inflexão, onde uma estratégia hesitante, dividida entre desenvolvimento próprio e parcerias externas, poderia colocar a Apple numa posição de desvantagem.

O custo de uma aquisição da Anthropic seria certamente elevado, potencialmente na casa das dezenas de milhares de milhões de dólares, uma escala de investimento inédita para a Apple, mais habituada a aquisições de menor dimensão.

Contudo, o facto de nunca o ter feito não invalida a possibilidade: a empresa detém mais de 150 mil milhões de dólares em liquidez, e esta seria uma boa aposta. Não se trata apenas de adquirir tecnologia, mas de assegurar a competitividade futura de toda a sua plataforma.

 

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Autor: Rui Neto
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Comentários

7

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  1. Avatar de Mário
    Mário

    Sim isso era uma boa malha, já que nenhuma AI consegue bater a Claude (Anthropic) pelo menos para devs, o grande problema é o valor que levam por input/output é absurdo.

  2. Avatar de somebody
    somebody

    Foi sempre o que pensei, a Apple não tem vocação para criar tecnologias novas, limita-se a prolongar o legado de outros e estão aburguesados a’ função de agregar lucros para os seus acionistas (decerto, e’ isso que acionista quer), subcontrata produção, agarra-se ao fenómeno Marca, fenómeno que significa idiotas uteis e ponto final.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      Ou seu, igual a qualquer big tech?

    2. Avatar de Nuno
      Nuno

      Bem vindo ao mundo real…

  3. Avatar de António Barroso
    António Barroso

    Normal, não conseguem fazer, compram. Depois acham-se inovadores.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      Musk?

      1. Avatar de Toni da Adega
        Toni da Adega

        Musk o fundador da
        OpenAI?