Os incêndios florestais não representam apenas perigo imediato pelas chamas. O fumo libertado contém partículas extremamente tóxicas, capazes de afetar a saúde mesmo a grandes distâncias do local do fogo.
O fumo é prejudicial à saúde… saiba o que fazer
O fumo resulta da combustão incompleta da madeira, vegetação, plásticos e outros materiais que ardem. Nela podem encontrar-se:
- Partículas finas (PM2,5 e PM10) – penetram profundamente nos pulmões e podem passar para a corrente sanguínea.
- Gases nocivos, como monóxido de carbono, dióxido de azoto e ozono.
- Compostos cancerígenos, como o benzeno e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
- Metais pesados, quando o fogo atinge construções, veículos ou resíduos.
A ZERO lamentou que mais uma vez numa situação de ocorrência de grandes incêndios rurais, para além da prioridade ao combate e à salvaguarda de pessoas, bens e também do património natural, não se dê prioridade à proteção da saúde das populações, principalmente das mais vulneráveis (crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios e/ou cardiovasculares) face à enorme poluição do ar associada.
A exposição a este tipo de poluição pode causar:
- Irritação nos olhos, garganta e nariz.
- Dificuldades respiratórias e crises de asma.
- Aumento do risco de doenças cardiovasculares.
- Maior vulnerabilidade em crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Como proteger-se:
- Evite atividades ao ar livre durante muita concentração de fumo.
- Mantenha portas e janelas fechadas.
- Utilize máscara adequada (N95 ou FFP2) se tiver de sair.
- Siga sempre as recomendações das autoridades de saúde e proteção civil.
- Pode ler também aqui as recomendações da DGS
Mesmo após o fogo estar controlado, as partículas podem permanecer no ar durante vários dias. É fundamental manter os cuidados até que a qualidade do ar volte a níveis seguros.







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