Numa lista dominada pelos países nórdicos, a Finlândia ocupa o primeiro lugar enquanto país mais feliz do mundo, segundo o Relatório sobre a Felicidade Mundial. Em que posição está Portugal, após cair cinco lugares?
O Centro de Investigação sobre o Bem-Estar da Universidade de Oxford publicou, esta quinta-feira, o Relatório sobre a Felicidade Mundial, que entrega o primeiro lugar à Finlândia, pelo oitavo ano consecutivo, e lista outros países nórdicos no top 10.
A Finlândia é um caso extraordinário e penso que o mundo está realmente concentrado em compreender o que é único na Finlândia.
Disse Ilana Ron Levey, diretora-geral da Gallup, explicando que a liderança dos países nórdicos nesta matéria não deve ser uma surpresa.
Na sua perspetiva, “a crença nos outros”, o otimismo relativamente ao futuro, a confiança nas instituições e o apoio de amigos e familiares são algumas das razões pelas quais os finlandeses são mais felizes do que a maioria.
Outro ponto importante sobre a Finlândia é que há menos desigualdade de bem-estar dentro do país em comparação com um país como os Estados Unidos. Na Finlândia, existe um maior consenso sobre o facto de nos sentirmos bem com a nossa vida.
Esclareceu Ron Levey, destacando ainda a importância dos atos de boa vontade: “As boas ações também aumentam a felicidade de quem as pratica, e não se trata apenas de quem as recebe”.
Entretanto, a Dinamarca é o segundo país mais feliz do mundo, em 2025, estando entre os 10 primeiros há mais de uma década.
Avaliação do país mais feliz do mundo
O Relatório sobre a Felicidade Mundial classificou os países conforme a avaliação da sua vida, em média, durante o período de 2022-2024, e com as respostas à pergunta da escada de Cantril na Gallup World Poll.
Esta pede aos inquiridos que pensem numa escada em que a melhor vida possível para eles é um 10 e a pior é um zero. Em seguida, é-lhes pedido que classifiquem a sua vida atual nessa escala.
Além da escada de Cantril, o relatório considera, também, as seguintes seis variáveis nos mais de 130 países classificados no relatório:
- PIB per capita;
- Apoio social;
- Esperança de vida saudável;
- Liberdade;
- Generosidade;
- Livre de corrupção.
Tendo em conta estes critérios, os Estados Unidos caíram do 23.º lugar do ano passado para o 24.º lugar.
Segundo a diretora-geral da Gallup, esta queda deveu-se, em parte, aos jovens com menos de 30 anos que se sentem pior do que antes: “Sentem-se menos apoiados pelos amigos e pela família, menos livres para fazer escolhas de vida e menos otimistas quanto ao seu nível de vida”.
A felicidade tem muito mais que ver com confiança, ligações sociais, relações e todas estas diferentes dimensões, e não apenas com o PIB ou salários mais elevados.
Por sua vez, a Costa Rica e o México ficaram, pela primeira vez, entre os 10 primeiros. Segundo Ron Levey, isto mostra que não é preciso ser um dos países mais ricos do mundo para fazer as pessoas felizes.
Uma mensagem para todos os países é que a riqueza é insuficiente para que a população se sinta feliz com as suas vidas e tenha uma forte avaliação da vida.
Afirmou Ilana Ron Levey.
Portugal ocupa a 60.ª posição da lista
Portugal caiu cinco posições no Relatório sobre a Felicidade Mundial 2025, onde aparece na 60.ª posição com 6013 pontos, contra os 6030 pontos do relatório anterior.
Segundo os investigadores, além da saúde e da riqueza, alguns fatores que influenciam a felicidade parecem simples: partilhar refeições com outras pessoas, ter alguém com quem contar para obter apoio social e a dimensão do agregado familiar.








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