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Porque é que toda a gente terá o mesmo apelido em 2531, no Japão?

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Uma simulação concluiu que, se a lei do Japão não for alterada, entretanto, em 2531 todos os japoneses terão o apelido Sato.

Japão


No Japão, a lei determina que quando duas pessoas se casam, têm de ter o mesmo apelido. Para o efeito, podem escolher se querem manter o masculino ou o feminino. As estatísticas mostram que 96% dos casais optam por manter o nome do homem.

Assim sendo, uma simulação realizada por investigadores da Universidade de Tohoku e liderada pelo professor de Economia Hiroshi Yoshida concluiu que, caso o Japão insista que os casais escolham um único apelido, todos os japoneses chamar-se-ão “Sato-san” em 2531.

O estudo integra o projeto Think Name, que foi realizado precisamente para dar a conhecer o problema da atual lei do apelido no Japão.

Japão

O apelido Sato cresceu 1,0083% de 2022 a 2023. Apesar de não parecer muito, introduzindo esta tendência ao longo dos anos na simulação, e tendo também em conta as tendências de crescimento da população, os cientistas descobriram que todos os japoneses teriam o mesmo apelido em 2531.

No entanto, caso a lei seja alterada de modo a que cada parceiro mantenha o seu apelido, o número de Satos vai crescer, mas não será tão expressivo. Aliás, se cada parceiro pudesse ter um nome diferente e 39,3% das pessoas que casam decidissem manter o seu, no mesmo ano apenas 7,96% dos japoneses teriam o apelido Sato.

Mais do que esta questão do apelido, outro estudo, intitulado Japan’s Future Population Projections, detetou tendências populacionais: atualmente, a população do Japão é de cerca de 125 milhões de pessoas; se as atuais tendências populacionais se mantiverem, serão 41.229.000 em 2120, 281.866 pessoas em 2531, e 22 pessoas em 3310.

Já não serão problemas para nós e é possível que não aconteça desta forma, porém, fica a curiosidade.

Autor: Ana Sofia Neto
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Comentários

25

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  1. Avatar de Castro
    Castro

    :S
    mas quem é que chega a uma conclusão destas por causa do apelido do casal??? Não faz qualquer sentido… Aquilo que pode influenciar o apelido ao longo das gerações é o apelido dado aos filhos, e não o facto do homem e mulher ficarem com o mesmo apelido.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      Pensa um bocado sobre a tua afirmação.. depois avisa

      1. Avatar de Castro
        Castro

        Zé Fonseca, pensa antes tu! Em que medida é que alterar a lei sobre apelidos do marido/mulher no casamento altera alguma coisa??? O apelido dado aos filhos seria quase sempre o do pai, por isso se a mãe mantém ou não o seu apelido é irrelevante para a evolução ao longo do tempo.

      2. Avatar de Castro
        Castro

        A somar a isso, basta pensar um pouco na nossa própria realidade!
        Há séculos que em grande parte da Europa a prática é a mesma e não é por isso que se ficou apenas com um apelido único nesses países.

    2. Avatar de Inconse
      Inconse

      Qual será o apelido dos filhos? Será o apelido do padeiro??

      1. Avatar de Castro
        Castro

        O apelido dado no Japão é do pai… mudar a lei relativamente ao apelido da mãe, não vai alterar em nada esta realidade!

        1. Avatar de Mr. Y
          Mr. Y

          O artigo fala em “toda a gente”. É esse o ponto.

          1. Avatar de Aves
            Aves

            “Toda a gente” em 2531 serão … 281.866 Sato, diz o post 🙂
            A última Suzuki, o segundo apelido mais comum no Japão, casou-se um Sato séculos antes.

          2. Avatar de Castro
            Castro

            :S para chegar a toda a gente é indiferente se o apelido da mãe muda ou não

          3. Avatar de Mr. Y
            Mr. Y

            @Castro
            Está difícil de entenderes 🙂
            O facto de as mulheres ficarem com o nome do marido, por obrigação, faz aumentar o número de pessoas com o mesmo apelido, daí o “toda a gente”

          4. Avatar de Aves
            Aves

            Isto parece uma questão de “lana caprina” (as cabras têm lã ou têm pelo?).
            Supondo que a dada altura metade dos homens e mulheres eram Sato e a outra metade eram Suzuki.
            – As mulheres Suzuki que casassem com Sato – ficavam Sato
            – As mulheres Sato que casassem com homens Susuki – ficavam Susuki
            E ficava tudo na mesma. O Castro tem razão ao dizer que o que conta é o apelido dado aos filhos e não a mudança de apelido da mulher.
            Agora, está-se a falar de um período – de 500 anos, onde nada disto faz sentido. Só porque o apelido Sato é mais frequente, há mais de 100.000 apelidos no Japão. Então, vai-se mudar a lei/tradição porque, a manter-se a atual taxa de crescimento dos Sato, daqui por 500 anos são todos Sato?!

          5. Avatar de Castro
            Castro

            Mr. Y,
            lê o que o Aves escreveu!

  2. Avatar de Jusé
    Jusé

    Gostava de ter o mesmo emprego qu esta gente :’) Façam algo de útil, sff.

  3. Avatar de Aves
    Aves

    Não é obrigatório mas é habitual a mulher ficar com o apelido do marido e o filho(a) também. Pelos vistos, o apelido de família tende também a ser mais usado que o nome próprio, o quer dizer que os japoneses já devem andar à nora: “O(a) Sato …”, “Qual Sato?”
    O estudo está muito bem – mas é preciso que o apelido Sato continue a crescer à mesma taxa nos próximos 500 anos. Nessa altura no Japão fala-se mandarim, acabaram os Sato.

    1. Avatar de Castro
      Castro

      O estudo não está bem porque assume algo que é estaticamente impossível! Não há nada de inerente ao apelido Sato que o torne mais relevante que os restantes apelidos ao ponto de manter um crescimento contínuo da sua proporção durante séculos em detrimento de outros! O efeito de transmissão do apelido é o mesmo para todos os apelidos quando se fala numa população com dezenas de milhões de indivíduos.
      Este “estudo” faz uma extrapolação falaciosa, sem qualquer sustentação na realidade, de que uma variação observada num único ano será constante para todo o sempre… Como é óbvio nada disso acontece na realidade. Seria o mesmo que dizer que daqui a 15 anos vou ter na minha cidade temperaturas acima dos 50 só porque se observou um aumento de 2 graus da temperatura do ano passado para este ano. Não é assim que se constrói modelos!

    2. Avatar de Mestre Interespacial
      Mestre Interespacial

      “Nessa altura no Japão fala-se mandarim, acabaram os Sato.” Aqui esteve mal. Pressupõe que o Japão nessa altura será uma província da China,a bem dizer, ou ocupado pelo menos. Não é bem assim. O tempo o dirá.

      1. Avatar de Aves
        Aves

        Não leste o fim do penúltimo parágrafo – com a atual tendência demográfica, haverá 281.866 japoneses em 2531. Isso não dá para manter um país independentes. Logo … foi ocupado pelos chineses 🙂

  4. Avatar de Luis
    Luis

    Em Portugal ja acontece, quase toda a gente é silva! Mas em menos de 20 anos na europa toda a gente sera Mohamed

    1. Avatar de Carlos Fernandes
      Carlos Fernandes

      Se moras em Lisboa, pensa bem, porque eles já cá estavam. Isto é rotativo conforme as tendências comerciais.

    2. Avatar de Castro
      Castro

      :S
      Os silvas representam apenas 2,5% da população portuguesa, e há várias razões para tal… a começar pelo facto de muitas famílias terem mudado de sobrenome para Silva na Idade Média para evitar perseguições contra os judeus!

  5. Avatar de gipsy89
    gipsy89

    Infelizmente, talvez isso não seja mais um problema porque, infelizmente, o Japão avançou “irreversivelmente” no sentido de aceitar mais estrangeiros npara resolver a escassez de mão de obra e atrair novos trabalhadores.
    Por outro lado, mais concretamente aqui no nosso país, parece que há quem só veja coisas positivas na influência cultural indostânica, Islamismo, etc… Espetacular!!!

    1. Avatar de Carlos Fernandes
      Carlos Fernandes

      Se reparar, a tendência da população indicada é sempre a diminuir “…22 pessoas em 3310.” Relativamente à cultura islâmica em Portugal, no passado já foi integrada e completamente aceite( quase tudo o que tem “al” é uma herança dos mouros. Se é bom ou não depende sempre do ponto de vista, mas a multiculturalidade e interculturalidade ,sempre foi um indicador de desenvolvimento económico, basta ver as cidades conquistadas e colonizadas na época dos descobrimentos, basta saber aproveitar.

      1. Avatar de Castro
        Castro

        o “al” veio maioritariamente com a integração dos moçárabes, que eram os cristãos que viviam nos reinos muçulmanos na península ibérica. Não foi com a integração dos muçulmanos em Portugal, que por regra eram quase sempre obrigados a viver em guetos e não tinham grande acesso a poder!

      2. Avatar de gipsy89
        gipsy89

        sim sim, dêem-lhes as patentes e depois não se queixem!!!

  6. Avatar de Shogun
    Shogun

    E o Toronaga?