Usaram brinquedos sexuais e cosméticos como disfarce para os dispositivos explosivos. Estes itens foram escolhidos porque o seu formato e componentes internos permitiam ocultar os materiais incendiários sem levantar suspeitas nas inspeções visuais ou de raio-X. A sabotagem russa visava países europeus e da América do Norte.
Brinquedos sexuais com explosivos russos para atacar a Europa
Imagine receber uma encomenda aparentemente inofensiva — um massajador ou um produto de cosmética — que, na realidade, contém um dispositivo incendiário. Este cenário, digno de um thriller de espionagem, tornou-se realidade numa operação de sabotagem atribuída à Rússia, que utilizou a rede de entregas da DHL para disseminar dispositivos explosivos camuflados por toda a Europa.
Em 2024, uma rede clandestina, alegadamente coordenada pela agência de inteligência militar russa (GRU), iniciou uma série de ataques utilizando encomendas disfarçadas de produtos comuns, como brinquedos sexuais e cosméticos.
Estes pacotes, enviados através da empresa alemã de logística, continham dispositivos incendiários que provocaram incêndios em armazéns na Alemanha, Reino Unido e Polónia.
O principal suspeito, Alexander Bezrukavyi, um cidadão russo com antecedentes criminais, foi recrutado através de canais encriptados como o Telegram.
Bezrukavyi e os seus cúmplices foram aliciados com promessas de dinheiro fácil para transportar estas encomendas, alegando desconhecer o seu conteúdo real.

Dispositivos poderiam ter causado a queda dos aviões da DHL
A operação foi desmantelada após um dos dispositivos falhar ao detonar na Polónia, permitindo às autoridades rastrear a origem das encomendas e identificar os envolvidos. Bezrukavyi foi detido na Bósnia após meses em fuga e extraditado para a Polónia, onde enfrenta acusações de terrorismo e sabotagem.
As investigações revelaram que os dispositivos utilizavam materiais altamente inflamáveis, como magnésio, tornando-os difíceis de detetar pelos sistemas de segurança aeroportuários. Especialistas alertaram que, se um destes dispositivos tivesse detonado durante um voo, poderia ter causado a queda do avião.
Este caso evidencia uma nova forma de guerra híbrida, onde métodos de sabotagem são camuflados em atividades aparentemente banais, explorando vulnerabilidades nas cadeias logísticas globais.
A utilização de civis desavisados como correios involuntários destaca a sofisticação e audácia destas operações.
As autoridades europeias reforçaram a cooperação para prevenir futuros ataques, mas o incidente serve como um alerta para a necessidade de vigilância contínua e adaptação das medidas de segurança face a ameaças não convencionais.










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