Em mais uma polémica a envolver estas lojas online, a Shein, Temu, AliExpress e Wish estão a ser investigadas, em França, por mensagens violentas, pornográficas ou “indignas”, que podem ser acedidas por menores.
A Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e do Controlo da Fraude, o órgão de defesa do consumidor de França, denunciou a Shein, Temu, AliExpress e Wish ao Ministério Público, no domingo, após levantar preocupações sobre a venda de bonecas sexuais com aparência infantil na plataforma da Shein durante o fim de semana.
Para a autoridade francesa de defesa do consumidor, a descrição e categorização das bonecas sexuais deixavam “poucas dúvidas quanto à natureza de pornografia infantil” dos produtos.
Entretanto, esta terça-feira, o Ministério Público informou que as quatro empresas estão a ser investigadas, em França, por permitirem que menores acedam a conteúdo pornográfico nas suas plataformas.
Além disso, disse que as quatro plataformas estão a ser investigadas por mensagens violentas, pornográficas ou “indignas” que podem ser acedidas por menores.
Os casos foram encaminhados para o Office des Mineurs de Paris, o órgão da polícia francesa que supervisiona a proteção de menores.
Shein e AliExpress em resposta ao problema
Numa declaração anterior, a Shein afirmou que cooperaria plenamente com as autoridades, estando disposta a fornecer informações sobre os vendedores, compradores e produtos envolvidos.
Na segunda-feira, a empresa afirmou que tinha proibido a venda de todas as bonecas sexuais na sua plataforma em todo o mundo e disse que bloquearia permanentemente todas as contas de vendedores relacionadas com a venda ilegal de bonecas infantis, estabelecendo controlos mais rigorosos na sua plataforma.
Contactadas pelo mesmo órgão, apenas o AliExpress respondeu, assegurando que leva o assunto muito a sério, e informando que os anúncios em questão violavam as suas políticas e foram removidos assim que tomou conhecimento deles.
Os vendedores que violarem ou tentarem contornar estes requisitos serão penalizados de acordo com as nossas regras.
Afirmou a AliExpress, num comunicado.







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