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Ondas milimétricas – A caminho do Wireless gigabit!

17 Comentários

Unleashing 3-300GHz Spectrum

As redes sem fios (redes wireless) têm nos últimos anos ganho uma posição de destaque no mundo tecnológico! Considerada por muitos como uma tecnologia de recurso quando não existe infraestrutura cablada,a verdade é que nos dias de hoje vimos grandes projectos assentes sobre esta fantástica tecnologia e a ela se deve também o “boom” do segmento dos dispositivos móveis.

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Mas quais os avanços na área das redes sem fios?

Jerry Pi, investigador da Samsung, apresentou durante o evento Texas Wireless summit que é possível atingir ritmos de transmissão na ordem dos 5.5 gigabit por segundo em redes sem fios,usando para isso o espectro de ondas milimétricas.

Para atingir tais velocidades, Jerry Pi refere que as ondas têm de estar disponíveis na faixa de ondas milimétricas que se situa entre os 3 GHz e os 300 GHz. Jerry Pi estima que existam cerca de 250 gigahertz de espectro disponível nestas bandas, uma vez que alguns deles já estão licenciados para serviços de banda larga.

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Jerry Pi referiu que tem havido muitos avanços na tecnologia rádio e que há serias vantagens na utilização de frequências de onda milimétrica. Os radios (para comunicação), poderão ser produzidos a baixo custo uma vez que poderão ser usados semicondutores e materiais convencionais. No entanto há desafios de engenharia associados ao desenvolvimento de redes sem fios que funcionem em frequências mais elevadas (comparando com as redes wireless tradicionais) – problemas com a água, árvores e oxigénio.

Devido às peculiaridades do mundo da física, trabalhar em frequências mais altas vai exigir novas formas de redes ao nível da engenharia. Certamente haverá um maior consumo a nível de energia por parte da estação transmissora e receptora e também há tendência a que o espectro “vacile” quando atinge a água, as moléculas de oxigénio, árvores, edifícios e muros.

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Em termo de finalização Jerry Pi refere que a Samsung está a trabalhar arduamente nesta área e que esperam brevemente apresentar resultados/soluções. A apresentação de  Jerry Pi está disponível para download e aconselhamos vivamente a que todos os amantes da área das redes e matemática dêem uma vista de olhos. O download pode ser feito aqui (117 slides).

Alguns gráficos interessantes para reflectir

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Autor: Pedro Pinto
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Comentários

17

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  1. Avatar de Lopes
    Lopes

    Bom Artigo. Parabéns!

  2. Avatar de Rui Ferraz
    Rui Ferraz

    O problema é que com o aumento da frequência na comunicação baixa a capacidade que estas possuem de ultrapassar objectos… Contudo, em certos tipos de cenários será um grande avanço!
    Parabéns pelo artigo!

    1. Avatar de Silva
      Silva

      exactamente. isto pra home-use será bom?

      1. Avatar de Rui Ferraz
        Rui Ferraz

        Não me parece que seja bom para uma casa. A menos que a casa não tenha paredes internas, ou sejam feita de vidro ou madeira (pag. 31).

        @Pedro Pinto : O link do relatório está a apontar o google tradutor.

        1. Avatar de Pedro Pinto

          @Rui está alterado.obrigado!

  3. Avatar de Pisca
    Pisca

    Jerry Pi, investigador da Samsung,

    Não acredito, se tiver cantos arredondados deve ser da Maçã, sem falta, tem patente e tudo

    1. Avatar de Everton Vale
      Everton Vale

      Boa Pisca, é bem provável … EhEhEh !!!

  4. Avatar de Jorge
    Jorge

    Com esta dimiminuição dos comprimentos de onda qualquer dia começamos lentamente a ser cozinhados como se estivessemos num micro-ondas de baixa potência… 🙂

    1. Avatar de HB
      HB

      Um forno micro-ondas de facto trabalho na frequência de 2,45GHz tal como por exemplo um dispositivo Bluetooth a diferença é que no caso do forno micro-ondas é usado um gerador de micro-ondas de grande potência, situação que não se passa nas redes de comunicação.

  5. Avatar de Carlos
    Carlos

    Bom artigo!

    Mas tenho sérias duvidas quanto à viabilidade da aplicação prática.
    Vejam o caso do WiMax nas bandas entre 2.5GHz e 5.8 GHz:
    – com uma chuvada o alcance fica sériamente comprometido
    – com a aplicação prática que seria de esperar, zonas isoladas, floresta, etc (até 50km) é necessária muita energia, até para penetrar a copa de uma árvore.

    Considerações nestes pontos estão presentes nos slides e da leve leitura que fiz em alguns pude reparar na referência a mecanismo de emergência, para períodos de maior atenuação, baseados em “cellular bands” e aumento de potência. Para mim nenhum destes mecanismos faz sentido, o primeiro oferecerá um serviço muito inferior e o segundo rema contra a actual corrente da eficiência energética.

    Isto é só a minha opinião 😉

    1. Avatar de Labras
  6. Avatar de serva
    serva

    @Carlos ,

    Boa noite , de facto tenho exactamente a mesma opinião , no entanto , nunca sabemos se de facto podem existir soluções técnicas que minimizem esses efeitos adversos , lembra-te que quando se começou com a banda larga dizia-se que era impossível com o cabo de cobre ultrapassar os 8 MB/S , isso ficou provado que não correspondia a realidade e hoje sabemos a que velocidades podemos ir como velhinho cobre .

    Tenhamos esperança que exista uma solução técnica para o problema e que todos possamos vir a beneficiar com esta tecnologia seja em que ambiente for .

    Os meus cumprimentos ao Pedro Pinto por trazer ao nosso conhecimento um tema tão interessante .

    Aceitem os meus sinceros cumprimentos

    Serva

      1. Avatar de PapiMigas
        PapiMigas

        Pedro, desculpe a ignorância mas porque é que uns users tem avatar e outros não????

  7. Avatar de Deus
    Deus

    Gostei bastante do artigo, parabens…

  8. Avatar de PapiMigas
    PapiMigas

    Acredito que seja mais fácil contornar o problema da energia que o problema dos obstáculos que fazem parte das características naturais da frequência em causa. Qualquer dia andamos a meter outra vez antenas no topo dos edifícios como era antigamente com o VHF/UHF da televisão, mas agora para a internet XPTO 🙂