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Aplicações móveis são o “ângulo morto” da privacidade dos utilizadores. Atenção a estas 8!

4 Comentários

As aplicações móveis facilitam o quotidiano dos utilizadores nos vários momentos do seu dia a dia, sejam eles pessoais ou profissionais. Por detrás da sua conveniência, no entanto, pode estar uma rede oculta de recolha de dados, que põe em causa a privacidade de cada pessoa.

Pessoa a segurar num smartphone, de frente, com ícones de redes sociais


Investigadores da NowSecure analisaram dados do seu serviço Mobile Application Risk Intelligence (MARI), que avalia continuamente mais de quatro milhões de aplicações móveis públicas quanto a riscos de segurança, conformidade, proteção e privacidade.

Num artigo sobre as conclusões, a empresa começou por explicar que as apps móveis são o “ângulo morto de risco à privacidade” para as organizações: dos 23.300 conjuntos de apps para iOS testados, em agosto de 2025:

  • 35% das aplicações não partilharam os dados que recolheram;
  • 42% das aplicações não tinham o seu manifesto de privacidade principal disponível, ou seja, o local onde os programadores fornecem transparência aos utilizadores relativamente à privacidade e partilha de dados;
  • 97% das aplicações não tinham os manifestos de privacidade exigidos para os seus SDK (em português, kit de desenvolvimento de software) de terceiros.

Sobre o ecossistema Android, a NowSecure descobriu o seguinte, por via da análise de 10.500 apps:

  • 10% não publicaram uma secção de segurança de dados na Play Store;
  • 40% não declararam que podem oferecer suporte a uma forma de esquecer os dados fornecidos pelo utilizador, uma obrigação de privacidade comum estipulada pelas principais regulamentações.

Apps têm acesso aos dados por via de permissões

A reforçar o risco que representam para a privacidade, as apps móveis acumulam uma quantidade enorme de dados.

Segundo a NowSecure, desde agosto de 2025, 75% das apps para iOS testadas e 70% das apps para Android possuem dados confidenciais e domínios de rastreamento.

Através de permissões/ direitos perigosos, as aplicações móveis podem obter acesso à câmara, microfone, geolocalização, serviços de comunicação, bem como dados de sensores e arquivos privados que recolhem grandes quantidades de informação privada confidencial.

Segundo a empresa, também, das 183.000 aplicações móveis analisadas, em 2025, 33.396 apps (18%) utilizam Inteligência Artificial e 3541 (2%) enviam dados para endpoints de IA, o que introduz riscos de privacidade e segurança, incluindo fuga de dados sensíveis e perda de IP.

Oito apps para iOS que podem estar a espiá-lo

Aproveitando o “ângulo morto de risco à privacidade” que são as apps móveis, o BGR recordou relatórios, casos de divulgação de dados e processos protagonizados por algumas empresas.

Na sequência do estudo da NowSecure, o website enumerou oito aplicações comuns para iOS que podem estar a espiar os seus utilizadores:

  • Siri;
  • Google Chrome;
  • Facebook e Instagram;
  • TikTok;
  • DoorDash;
  • Aplicações de VPN gratuitas;
  • LinkedIn;
  • Cleaner Kit.
Autor: Ana Sofia Neto
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Comentários

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  1. Avatar de Tug@Tek
    Tug@Tek

    Redes Sociais, IA e assistentes, nada de novo…..

  2. Avatar de Jesus dias
    Jesus dias

    Então oh fan boys ? Então a. Apple na era amais segura? lol roubava mais dados que android… so a siri… papa tudo.., por isso é que eu tenho essa porcaria de inteligence desativa no iOS… e ma assim a Apple coleta muito mais q android …

    1. Avatar de Vítor M.

      Aiii que essa azia Jesus… mas eu ajudo-te:

      Claro que a tua afirmação é enganadora e imprecisa. Vamos a factos:

      1. A Apple não “rouba mais dados” por defeito: a filosofia da Apple passa por processar muitos pedidos no próprio dispositivo e minimizar o envio de dados para os seus servidores; quando o envio é necessário, a empresa usa técnicas como differential privacy e diz que não usa esses dados para perfis publicitários.
      2. A Siri tem regras e opções de privacidade: o comportamento da assistente mudou nos últimos anos (incluindo revisões após processos), a Apple esclareceu publicamente que não vende dados de Siri para anunciantes e que gravações só são retidas se o utilizador autorizar e pode eliminá-las. O acordo judicial mencionado não equivale a uma confissão genérica de “roubo” de dados.
      3. O Google/Android também recolhe muita informação: muitas das suas funcionalidades dependem de dados ligados à conta Google e à publicidade personalizada. Comparações independentes indicam que o ecossistema Google tende a recolher mais dados centrados em anúncios, e que o utilizador tem controlos mas também um modelo de negócio diferente (orientado por serviços anunciados).
      4. Na prática, o Google recolhe mais, mas também depende do tipo de apps que usas. Por exemplo, o iOS dá preferência a processamento on-device. Já o Android/Google depende mais do processamento na cloud para certos serviços e da integração com o ecossistema publicitário do Google.
      5. Conclusão prática: bloquear a generalização. Dizer que “a Apple recolhe muito mais que o Android” é falso em termos absolutos, ambos recolhem dados, mas com políticas, objetivos e mecanismos diferentes. A Google é, por mecânica da sua própria atividade, muito mais “intrusiva” nesse propósito. E, como tem mais permissividade na instalação de apps fora da sua loja, é substancialmente mais insegura. Grande parte do malware mobile aparece para Android.

      Mesmo que digas mil vezes essa mentira, podes ter a certeza que nunca será verdade 😉

  3. Avatar de Tozzini
    Tozzini

    Relativamente à Siri, qual a melhor maneira de desabilitar?